Renata Batata

Moda, customização, beleza e bem-estar

Comida e Música da China 27/03/2009

Atendendo a pedidos (e algumas ameaças, ehehe, né, Dani?), estou postando aqui uma sugestão de almoço ou jantar diferente, com um toque oriental! Aproveite o final de semana e faça uma coisa diferente! 

Vamos lá às receitinhas e depois, pra acompanhar a refeição, uma sugestão de trilha sonora!

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TOFU COM PIMENTÃO

 

Como vocês já sabem, eu não como carne. Então, tenho que usar minha criatividade na hora de preparar minha comida senão como sempre a mesma coisa. Tofu é uma coisa legal porque cabe em muitos pratos, pode ser feito de qualquer jeito (frito, cozido, ensopado…) e, geralmente, pega o gosto dos ingredientes que você coloca junto. Então vamos lá:

 

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Corte uns 400g de tofu em cubinhos de 2cm x 2cm

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Faça um molhinho com 2 col. (sopa) de shoyu, 1 col. (sopa) de gengibre em tiras, sal e pimenta a gosto, e distribua uniformemente sobre o tofu. Coloque na geladeira (isso facilita a absorção).

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Corte 2 pimentões em tiras finas. Eu só usei o verde, mas você pode usar um verde e um vermelho.

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Pique 4 dentes de alho bem picadinho. O truque pra picar é o seguinte: coloque uma faca larga de lado e esmague o dente contra a tábua. Depois vá batendo a lâmina sobre ele, segurando o cabo fixo na tábua e só mexendo a ponta. Será que deu pra entender? Um lado fica parado e o outro se mexe numa curva. Dá super certo.

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Aqueça um pouco de óleo numa panela wok e deixe esquentar bem. Coloque o alho e mexa um pouquinho, mas não deixe dourar. Tire o tofu da geladeira e leve direto pra wok. Com o “susto”, o tofu adquire uma coloração dourada. Frite uns 3 minutos e depois jogue o pimentão. Frite por mais quatro minutos. Desligue o fogo e jogue umas 10 gotinhas de óleo de gergelim e umas 2 col. (sopa) de cebolinha picada. Tampe.

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Enquanto isso, faça o macarrão. Esse é Udon, um macarrão de farinha muito branca, tipo talharini (chatinho). Mas você pode também usar macarrão para Yakissoba (a diferença é que nesse vai ovo e ele é bem amarelo). Como não vai azeite, a dica pra não deixar o macarrão grudar é: depois de pronto, ponha numa peneira e passe na água fria. Ele fica soltinho.

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Coloque o macarrão na tigela e o tofu por cima, assim o caldinho do tofu vai saborizando o macarrão. O óleo de gergelim e a cebolinha servem para aromatizar. Por isso, quando você fecha a panela logo depois de colocá-los, quando você abrir vai sair um aroma muito gostoso. O tempo certo de maturação é o tempo do macarrão (uns 6 minutos). Bom apetite!!

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Ah, pra beber, acompanha chá de jasmim. As folhas mesmo, não os de saquinho. O chá é dourado e servido bem quente e sem açúcar.

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Pra comer ouvindo e vendo:

 

 

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ENSOPADO DE TOFU COM ALGAS E COGUMELOS

Esta receita é pra quem não tem medo do novo. Os ingredientes podem ser encontrados em lojas de produtos orientais. Vai sem medo!!

 

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 Pegue uma folha de alga Kombu, corte ao meio e deixe hidratar por uns 15 minutos em água morna. Não jogue fora a água. Corte a alga em tiras finas.

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Hidrate, também com água morna por uns 15 minutos, o cogumelo Orelha-de-Pau (1ª foto) cortado em tiras (ou inteiro), a alga Wakame (2ª foto) e o cogumelo Shitake (4ª foto), todos em pequenas porções. Corte em tiras finas os que estiverem inteiros depois de hidratados. Com o Cogumelo do Sol (3ª foto), faça assim: ferva essa pequena porção em 1 litro de água. Quando subir a espuma, desligue, espere esfriar e corte em pedacinhos. Não jogue fora a água de nenhum deles.

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Não se assuste! O Cogumelo do Sol é mesmo bem pretinho por dentro!

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Corte uns 400g de tofu e ferva em 1 litro de água por dez minutos numa panela grande.

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Depois de 10 minutos, jogue um pacotinho de Hondashi (caldo de peixe) por cima do tofu e espalhe. A cada quatro minutos, vá jogando os outros ingredientes (e a água de cada um) na seguinte ordem: Kombu, Shitake, Orelha-de-Pau e Cogumelo do Sol. Desligue quatro minutos após jogar o Cogumelo do Sol. Jogue a Wakame e misture.

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Para dar mais sabor ao caldo, jogue 1 col. (sopa) de camarões secos. Dica pra comprar esse ingrediente: eles tem que ser bem pequeninos e bem vermelhinhos. Tampe a panela e aguarde uns 5 minutos.

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Está pronto seu ensopado chinês! Se quiser, pode comer com arroz ou harusame (macarrão branco de feijão verde), mas sozinha já é muito completa e tem muita proteína! Boa para esquentar num dia frio.

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Pra comer ouvindo música orquestrada com aquarelas de inspiração taoísta:

 

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GELATINA DE AMORAS

Claro que não podia faltar a sobremesa! No caso da sopa, essa sobremesa não combina muito e seria legal fazer as famosas frutas carameladas (banana ou maçã). Mas não estava a fim de fazer frituras então passo essa outra receita, bem mais fácil e super refrescante!

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Numa tigela pequena, coloque 1 pacotinho de gelatina em pó sem sabor e hidrate com 1/2 copo de água. Numa panela, coloque 1/2 copo de água, 1 copo de leite, 1/2 copo de açúcar e, mexendo sempre, leve ao fogo brando até o açúcar dissolver completamente. Tire do fogo, junte a gelatina já amolecida, 1/2 colher de chá de essência de amendôas e misture bem. Despeje numa forma e deixe na geladeira por 30 minutos ou até firmar. Fica gostoso se, na hora de servir, você cortar em quadradinhos e misturar com frutas refrescantes, como kiwi ou lichia. Para dar um contraste com o macio da gelatina, coloque amêndoas raladas por cima.

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Esta é pra comer ouvindo uma música tradicional cantada muito delicada, que fala de amor:

 

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Arroz 01/11/2008

Arquivado em: Bem-estar, culinária, saúde, vegetarianismo — renatabatata @ 12:19 pm
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Aproveitando a inspiração aí embaixo, isso não tem nada a ver com moda, mas tem a ver com beleza e deixar a vida mais gostosa e feliz!

Pra quem já cuida da própria alimentação em suas casinhas (ou na casa dos pais também dá uns pitecos) sugestãozinha fácil e com cara de festa: depois de cozinhar a beterraba, fica aquela água cor de vinho linda, não fica? Então, separe a tal água e utilize-a no preparo do arroz! O arroz fica pink, com a maior cara de festa e com um sabor especial. Não fica com sabor de beterraba, só com um gostinho diferente. E ainda você aproveita todos os nutrientes da beterraba que ficaram na água.

Se quiser acrescentar ainda mais sofisticação, coloque uma pitada de noz-moscada e um pouquinho de pimenta que vira arroz indiano! Ah, e use sua criatividade para fazer outras cores com espinafre, curry, cenoura…

Experimente e me conte ;)

crédito da foto

 

Será que dá? 02/05/2008

Arquivado em: Estilo, meio ambiente, moda, vegetarianismo — renatabatata @ 7:54 pm
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Sapatilha de Couro Vegetal

Estive vendo uns sites de moda por aí e me peguei pensando. Eram tantas bolsas e sapatos lindos, casacos e acessórios para o inverno, como boinas e gorros, e a maioria das peças tinha uma coisa que me incomodava. E essa coisa era que alguém teve que morrer para que eu me vestisse bem.

Quando circulam pela mundo fotos da matança promovida pelos canadenses às focas ou a caça indiscriminada às raposas e outros animais cuja pele e pêlo são valorizados, algumas pessoas se revoltam. É mesmo revoltante que um animal indefeso seja morto numa ação covarde pelo simples fato de que seu couro e seu pêlo sejam lindos o suficiente para que alguém queira se cobrir com eles. Mas o que dizer dos animais criados para o abate, como vacas, cobras, cabras e coelhos, tão comuns e tão menos caros que encontramos por aí?

Antes não me incomodavam, confesso, as botas de couro, as bolsas de pelica macia (feita com o couro de neonatos), os cintos e os casacos de camurça. Pensava que esse era o destino desses animais desde o dia em que nasceram: virar bolsa e sapato e ter suas carnes devoradas nos churrascos. Até que um dia isso começou a me incomodar.

Desde criança tinha nojo da carne vermelha e nunca senti prazer em “saborear” um bife. Depois de muitos anos sofrendo com aquele “mal necessário”, como todo mundo me dizia, decidi que havia alternativas para cortar de vez o consumo daquilo que tanto me incomodava. Hoje, já há alguns anos, não como mais carne, mas ainda não consegui autonomia nem $$$ suficientes para cortar de vez a carne de frango nem todos os animais que vêm do mar. É caro (ainda!) encontrar alternativas saudáveis e qualquer pessoa que leve a sério a dieta vegetariana sabe que é preciso se cuidar para não ficar no mínimo anêmico. Além disso, alguém já parou para ler o rótulo de um hambúrguer de soja? É tanto aromatizante, corante, espessante, conservante, que aquilo não pode fazer bem à ninguém. Enquanto isso, vamos nos conformando com toneladas de tofu e carne de soja bem temperadinha.

Mas o que isso tem a ver com estilo e moda? Tudo. Se moda é atitude (li isso numa contracapa de revista na propaganda de um relógio esta semana), então combina com querer preservar a vida e toda essa onda ecológica que as pessoas parecem esquecer quando olham um casaco de pele. Não subiria numa passarela gritando com um cartaz mas entendo e até apóio alguém que tenha a coragem (e o desespero) de fazer isso. Mas se as focas merecem nossa consideração, até quando o assassinato poderá ser considerado necessário para o “embelezamento” da raça humana?

Encontrei umas sapatilhas de tecido e borracha da Arezzo (no meio de infinitas opções em couro) que são lindas e fiquei um pouco aliviada. Tenho em meu guarda-roupa e na minha sapateira heranças do tempo em que eu não pensava nisso e comprava porque achava bonito. Tenho certeza que se tomar consciência é um primeiro passo, deixar de comprar é pelo menos um segundo.

Dá pra se vestir bem sem matar ninguém.

Sapatilha de Cetim