Renata Batata

Moda, customização, beleza e bem-estar

Solidariedade 23/10/2009

Arquivado em: Bem-estar, Blogs, evento, saúde — renatabatata @ 12:40 pm
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Hoje à noite vai acontecer um evento muito especial, que contará com a presença da queridíssima Lily, nossa amiga de blogolândia.

 

Leiam com atenção o post abaixo, retirado do blog Lily

Logo  Teleton 2009

“Bom, primeiro vou explicar direitinho como funciona a campanha Teleton. Ela tem por objetivo levantar recursos para AACD. O evento reconhecido como uma das principais ações de mobilização do país tem programação de mais de 24 horas, transmitidas ao vivo, pelo SBT (Sistema Brasileiro de Televisão). Criado há 44 anos, nos Estados Unidos, pelo ator Jerry Lewis, o Teleton está presente atualmente em mais de 20 países, e visa arrecadar recursos para a causa dos deficientes físicos. No Brasil o Teleton é desenvolvido, desde 1998, com o objetivo de levantar recursos para o tratamento e reabilitação de deficientes físicos atendidos nas unidades da AACD.

Desde então, a AACD e o Teleton vêm alcançando números impressionantes. Em 11 anos de história, o evento já possibilitou a construção de sete novos Centros de Reabilitação e a ampliação de outros dois já existentes. Para alcançar estes resultados, o Teleton congrega uma gigantesca estrutura física e conta com uma verdadeira “força-tarefa” de voluntários, funcionários, parceiros e patrocinadores empenhados e integralmente dedicados durante as mais de 24 horas de programação. O Teleton também é acompanhado por diversos veículos de comunicação, incluindo emissoras de rádio, revistas, jornais e internet, formando a Rede da Amizade. O evento é único em sua categoria, que busca conscientizar a população a respeito das diversas possibilidades existentes para a inclusão social do deficiente físico.

As doações para a campanha Teleton 2009 podem ser feitas por telefone ou internet de 08 de outubro a 06 de novembro:

Por telefone:

Para doar R$ 5,00 – 0500 12345 05
Para doar R$ 10,00 – 0500 12345 10
Para doar R$ 30,00 ou acima desse valor as ligações devem ser feitas para: 0800 775 2009.

As pessoas que doarem R$ 60,00 podem escolher pelo Tonzinho OU pela Nina e as doações de R$ 100,00 ganham o Tonzinho e a Nina. Essa promoção não é cumulativa.

Pela Internet:

No site da Campanha: www.teleton.org.br (o ano todo)

Agora a novidade bacana é que eu, juntamento com outros blogueiros, fui convidada para participar do programa através de uma bancada que fará atualizações dos blogs e twitters em tempo real. Estarei lá na abertura do programa, sexta-feira, dia 23, das 22h às 2h, Junto com a Hebe! Não é uma gracinha? (tá, eu não resisti à piada infame! rs…).

Portanto, esqueçam as baladas, fiquem em casa e prestigiem. Mais que isso: prestigiem e façam suas doações.

Farei diversas fotos de tudo o que estiver acontecendo e elas serão adicionadas ao blog. Também vou atualizar o Twitter durante todo o tempo. Sigam-me para ficarem por dentro de tudo: @lily_zemuner. Quem não tiver Twitter, ainda dá tempo de fazer.”

 

Eu sei, mas não devia 29/07/2009

Arquivado em: Bem-estar, Reflexão, poesia, saúde — renatabatata @ 8:00 am
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 Violência

 

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

(1972)

 
Marina Colasanti nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. Escreve, também, para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant’Anna. O texto acima foi extraído do livro “Eu sei, mas não devia”, Editora Rocco – Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.

 

O Chique na Berlinda 04/06/2009

 

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Em entrevista à Folha de São Paulo, o filósofo australiano Peter Singer diz que o consumo de luxo aumenta a pobreza

 

SÉRGIO DÁVILA – DE WASHINGTON

 

Peter Singer acha que as pessoas que gastam [dinheiro] com vinhos caros e viagens luxuosas em vez de ajudar crianças pobres são, de certa maneira, responsáveis pela morte destas. É o que ele defende em seu livro mais recente, “The Life You Can Save” [A Vida Que Você Pode Salvar, Random House, 206 págs., US$ 22, R$ 47], um manifesto humanitário embasado nos preceitos da bioética. É a mais nova faceta do polêmico filósofo australiano de 62 anos, que ensina esse ramo da ética na Universidade Princeton, em Nova Jersey (EUA).

As outras são a do militante pelos direitos dos animais, posição defendida em outro livro, “Animal Liberation” [Libertação Animal, Random House, 1975], considerada a obra que iniciou a faceta radical desse movimento, e “Should the Baby Live? – The Problem of Handicapped Infants” (Deve o Bebê Viver? – O Problema das Crianças com Deficiências, Oxford Univesrity Press, 1985), em que defende a eutanásia.

Leia abaixo trechos da entrevista que concedeu à Folha por e-mail.

 

FOLHA – Segundo a Unicef, 27 mil crianças morrerão hoje. O que devemos fazer a respeito e não fazemos?
PETER SINGER – Essas mortes são evitáveis. Elas são decorrência de situações que podem ser mudadas -ausência de água limpa, falta de postos médicos locais, ausência de redes contra a malária e assim por diante. Acima de tudo, acontecem por conta da extrema pobreza, e isso também pode ser mudado. Nós deveríamos usar uma parte de nossa riqueza para ajudar a tirar as pessoas da armadilha da extrema pobreza. É errado gastarmos tanto com coisas supérfluas, enquanto outros não têm o suficiente para comer ou não têm condições de mandar suas crianças para a escola.

 

FOLHA – Ao mesmo tempo, 20 mil americanos perderão seus empregos hoje. O quão difícil é ser coerente em uma época de derretimento econômico?
SINGER – O problema não é coerência, mas fazer com que as pessoas pensem outras enquanto estão preocupadas com os próprios interesses. Somos egoístas por natureza, e não espero que as pessoas se tornem altruístas se estão preocupadas em pagar o aluguel.

 

FOLHA – O sr. dá um terço de seus rendimentos à rede de assistência global Oxfam. É suficiente? Recomenda que outros façam o mesmo?
SINGER – Eu não diria que é o suficiente; se eu fosse uma pessoa melhor, daria mais. Ao mesmo tempo, porém, não seria preciso que ninguém desse tanto quanto eu dou se apenas as pessoas mais ricas doassem algo de suas rendas. Então, em meu livro, recomendo uma porcentagem muito menor, começando por 1% da renda das pessoas. É possível ver a tabela completa no livro ou no site www.thelifeyoucansave.com, onde você pode fazer sua doação também.

 

FOLHA – O sr. escreveu: “Quando nós gastamos nossa sobra de dinheiro em shows, sapatos da moda, jantares sofisticados, vinhos caros ou em viagens de férias para lugares distantes, estamos fazendo algo errado”. Mas pode-se argumentar que, ao fazer isso, ajudamos a criar ou manter empregos, algo que hoje em dia é mais do que necessário. Como equilibrar esforço humanitário e capitalismo?
SINGER – A maior parte do que gastamos no que você menciona vai para pessoas que já são ricas. Se o que você compra ajuda realmente os mais pobres -talvez por meio de um esquema de comércio justo-, tudo bem, não me oponho. Mas é importante ajudar os pobres diretamente também, pois de outra maneira eles não podem se integrar à economia global. Os países mais pobres não têm a infraestrutura necessária para essa integração.

 

FOLHA – O sr. acha que uma das consequências da atual crise pode ser que as pessoas passem a ter uma vida mais frugal?
SINGER – Seria bom em certo sentido, especialmente do ponto de vista do ambiente, do aquecimento global.
Mas duvido que aconteça. A crise vai passar, e em alguns anos voltaremos aos nossos hábitos antigos.

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Vamos pensar?

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Inspiração para os carentes 03/06/2009

Arquivado em: Bem-estar, Reflexão, Viagem, animais, meio ambiente, opinião, saúde — renatabatata @ 8:00 am
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Até onde vai a carência das pessoas…

Numa sociedade como o a do Japão, onde as pessoas estudam e trabalham até cair (ou já mesmo caídas), muitos sentem falta do que deveriam buscar: carinho e troca afetiva. Infelizmente, mesmo sendo uma das nações mais ricas do mundo, o Japão muitas vezes passa a imagem de um país de solitários. Cheios da grana, sim, mas sozinhos. Quem já não ouviu falar dos hotéis casulos, das pessoas que moram em cyber cafés, dos executivos que só vivem para o trabalho? A riqueza financeira não consegue subornar a carência emocional.

Fiquei sabendo que há no Japão, hoje, os “Cat Cafés”, bares que “alugam” gatos para passar algumas horas com as pessoas. O negócio é um sucesso: por $10 dólares, pode-se passar uma hora com o bichano que você escolher, ou tirar fotos com seus felinos preferidos. Em um deles, o Ja La La Café, no agitado bairro de Akihabara, em Tóquio, cerca de 12 gatos fazem as honras da casa. Os japoneses amam gatos e cuidam muito bem deles.

O lugar é muito frequentado por homens e mulheres que moram sozinhos, são tímidos e introvertidos, que desejariam ter um gato mas que trabalham e/ou viajam muito a trabalho. Além disso, por causa do espaço reduzido, fica difícil ter um animal de estimação. Alguém consegue adivinhar porque o tamagochi fez tanto sucesso há uns 15 anos?

O legal de ter um animal é poder estabelecer uma rotina com ele, conhecer seus hábitos e manias, até sua comida favorita. Quem tem gatos sabe que eles adoram rotinas e ficam meio perdidos quando alguma coisa fica diferente. Também acostumam-se com seus donos, conhecem seus hábitos, cheiros e conseguem até detectar mudanças de humor. Os gatos têm personalidade forte, assumem papéis quando em contato ou convivência com outros gatos e “mandam” no dono, no bom sentido. É que gatos têm vida própria, embora entrem em acordo com os humanos que vivem com eles. Por isso gostam, como qualquer ‘pessoa’ gostaria, que as coisas sejam feitas à sua maneira.

Ver um gato de vez em quando é muito bom mas tê-lo ao seu lado todos os dias é bem melhor. Para o humano e para o gato. Quando as pessoas escolhem paliativos para suas carências acabam desconsiderando o que seria ideal para a outra parte, neste caso, o gato. Por mais que as pessoas digam que o gato é um animal independente (e é mesmo) ele adora ter um dono, um colo e alguém para amar. Nós, humanos, também somos independentes e gostamos disso, mas de vez em quando também queremos colo, segurança e amor. Com os gatos é a mesma coisa. E quando queremos ficar sozinhos, podemos gritar, brigar e até mesmo fazer coisas que depois nos arrependamos. Com um gato também é assim: se ele te arranhar depois de meia hora de alisamento de pêlo, ele quer dizer “agora chega que eu quero paz”. Temos que entender os gestos, já que não falamos o mesmo idioma. Considerar o gato traiçoeiro ou dizer que não se pode confiar é o mesmo que admitir que se é ignorante no assunto e não quer aprender. É a mesma coisa que falar que uma pessoa de cor ou religião diferente da sua é inferior ou menos capaz. Ou seja, é o fim do mundo.

Fora isso, admiro a ideia: já que não se pode ter ou cuidar de um animalzinho, que seja assim. É também uma atitude altruísta, pensando que é melhor que o gato fique num lugar onde ele é bem tratado do que trancado num cubículo, só pra você poder chamá-lo de seu. Se eu estivesse no Japão, visitaria um “bar de gatos”. São essas coisas que fazem do Japão um dos lugares mais interessantes do mundo.

Fiquem com as fotos dos “Cat Café” e depois podem ir abraçar o seu bichano ou seu cachorrinho. Se não tiver um bichinho, vai abraçar o pai, a mãe, ou o namorado/a. Carência se resolve com contato.

 

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 Todas as fotos são do UOL

 

 

Você está comprando o quê? 28/04/2009

Arquivado em: Bem-estar, Reflexão, moda, mulher, opinião, saúde — renatabatata @ 8:00 am
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Quando você compra uma roupa nova, está comprando o quê? Auto-estima pret-a-porter? Felicidade em 3 prestações? Alguns pontinhos num coração partido?

Conheço muitas pessoas que sabem que compram como mecanismos de compensação. “Ninguém me comprou um presente, então me dou um”, “Eu estou infeliz, vou me fazer feliz”, “Não cabe mais nada no meu guarda-roupa, mas eu adorei e vou levar”, “Não tenho onde usar, mas quero comprar”. Frases assim podem ser repetidas à exaustão mas isso não as transformará em verdades.

Comprar uma roupa, um sapato ou uma bolsa pode ser uma necessidade ou um gosto, mas cuidado se você perceber que está sendo uma muleta pra manter você andando apesar de alguns problemas que poderiam ser resolvidos ou contornados de outra maneira. Uma conta no vermelho ou endividar-se até o pescoço não me parece uma boa solução para nenhum tipo de aflição.

Na hora da compra, do pseudo-alívio imediato, PARE e pense. Pense no seu guarda-roupa, pense nas suas combinações, pense no que você tem e que é até parecido com isso que você quer comprar. Um guarda-roupa arrumadinho e organizado vai deixar esse mecanismo mais fácil. E pense: se você mora num lugar pequeno, provavelmente não tem um tipo de vida que exija trajes e mais trajes (comigo é assim e fico satisfeita com isso). Saber rearranjar o guarda-roupa e montar looks e combinações diferentes é uma arte que requer treino e organização. Mas vale MUITO a pena e te deixa mais esperta. ;)

Se nada disso te fez parar, pense de novo em como você está se sentindo e em como você se sentirá amanhã, depois de fazer as contas. Se mesmo assim, você ainda decidir entrar, experimentar (aqui também dá pra pensar muuito) e comprar, aí é com você. Não precisamos de rios de dinheiro para andarmos bem vestidas, precisamos de inteligência e sagacidade pra perceber que não é porque o vestido está R$39,90 que precisamos dele. Comprar uma coisa que está barata SÓ porque está barata não é ser esperta.

Da próxima vez que sair pra olhar e se interessar por algo, pense no que está comprando: uma peça bonita, que combina com o que você já tem, que está num preço justo e que você pode fazer bom uso, ou um quase remedinho anti-alguma coisa que está te incomodando? Isso vai fazer uma baita diferença.

 

Já que estamos falando em sapatos… 23/04/2009

Nada como um lindo salto para nos deixar mais elegantes. Mas ficar nas alturas muito tempo pode fazer mal à saude. Saltos altíssimos podem causar problemas nos joelhos, encurtamento dos músculos da panturrilha, lesões nos ligamentos dos tornozelos, tendinite, fraturas e até problemas na coluna!

Não é proibido usar salto, mas usar sempre, ou por mais de cinco horas, sapatos com saltos maiores que 8 centímetros é problema na certa. Ser radical e só colocar sapatilhas também não é bom, já que o calçado reto aumenta a tensão sobre os músculos dos pés, podendo provocar calcificação do calcanhar.

Prefira saltos de, pelo menos, 1 ou 2 centímetros para dar estabilidade ao andar. Se você gosta de sapatos mais altos, 4 centímetros é a altura ideal. Prefira o salto grosso e quadrado, que dá mais sustentação e equilíbrio. As plataformas e anabelas aumentam a estatura, geralmente sem forçar muito os dedos dos pés, por terem uma base maior.

Mas o salto não é sempre o grande vilão. O formato do calçado também deve ser levado em conta. Os de bico arredondado facilitam a impulsão do corpo ao caminhar e os mais ajustados comprometem a circulação. Quando o sapato tiver um bico muito fino, a dica é comprar um número maior e usar com palmilha, para os dedos não ficarem amassados e não provocarem dores e bolhas. Aproveite a moda retrô e use os sapatos de bico redondo à vontade.

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USO RESTRITO

Salto agulha: use no máximo cinco horas por dia e em ocasiões especiais. Eleva demais o calcanhar e concentra todo o peso do corpo nos dedos dos pés. Scarpin Lara Costa

 

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USO LIBERADO

Salto central: é indicado para quem não dispensa as alturas. O salto bem no meio do calcanhar dá mais equilíbrio. Scarpin Piccadilly

 

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USO RESTRITO

Sapatilhas rasas: não use todos os dias. Elas são confortáveis mas expandem os músculos dos pés, aumentando o peso sobre eles, podendo causar dores nas costas. Sapatilha Piccadilly

 

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USO LIBERADO

Salto médio: o mais recomendado pelos especialistas mede 4 centímetros. Ele garante elegância sem sofrimento. Scarpin Piccadilly

 

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USO LIBERADO

Salto quadrado: apóia bem o calcanhar, dá boa sustentação e é um dos melhores para passar o dia. Sapato Piccadilly.

 

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USO LIBERADO

Plataforma e anabela: aumenta sua estatura sem forçar os dedos e distribui o peso do corpo sobre a planta dos pés. Sandália Desmond

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Dicas para aliviar pés cansados:

  • Faça alongamento da panturrilha e do pé: apóie as palmas das mãos na parede e mantenha as pernas paralelas. Coloque a perna esquerda para trás, fique na ponta do pé e conte até 20. Repita com a outra perna.
  • Alterne a altura dos saltos e o formato dos sapatos. Isso ajuda a amenizar o problema de quem já está com encurtamento da panturrilha. Os pés não devem se acostumar com um tipo específico de calçado. Do contrário, a cada mudança, as dores aparecerão.
  • Mergulhe os pés em água quente (com ou sem sal) se estiver sentindo dores depois de passar muito tempo com sapatos de salto. Além da imersão, faça massagens.
  • Exercícios como dança, ioga e pilates podem amenizar os problemas causados por excesso de uso de saltos. A reflexologia (massagem terapêutica oriental, feita nos pés) ajuda a aliviar dores.

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Texto de Fernanda Gaiotti para Revista Manequim