Renata Batata

Moda, customização, beleza e bem-estar

Para Crianças de Todas as Idades – II 18/12/2009

Arquivado em: Arte, Livros, Reflexão, beleza, poesia — renatabatata @ 8:00 am
Tags: , , , , ,

Eu já tinha feito um post sobre livros lindos, eternos e para todas as crianças, de coração ou idade. Mas não resisti e tive que fazer outro. Aqui estão mais livros imperdíveis, para crianças a partir de 5 anos. Tofos são da CosacNaify.

.

Arthur Nestrovski e Maria Eugênia propõem um novo exercício de imaginação. Dessa vez, abordam o fascínio que objetos do cotidiano exercem sobre o mundo infantil. Ao invés da crítica ao consumismo da vida moderna, os autores resgatam sua dimensão lúdica. Subvertendo a resposta à pergunta tradicional “o que você quer ser quando crescer?”, no lugar de médico ou advogado surgem depoimentos insólitos: um lápis, um celular, um guarda-chuva. Para leitores em fase de alfabetização e todos que um dia desejaram ser outra “coisa”.

.

Os poemas do francês Jacques Prévert (1900-1977) falam da liberdade dos passarinhos, do tempo estático dos caramujos e da malícia dos gatunos. São dezesseis poemas selecionados pelo ilustrador Wim Hofman, que também assina os delicados desenhos em nanquim. O livro é uma porta aberta para o sonho e a imaginação, enriquecida pelo olhar ao mesmo tempo cotidiano e trágico. Um dos mais importantes autores da língua francesa em tradução refinada do poeta Carlito Azevedo. Antologia bilíngue que encantará crianças e adultos.

.

Uma obra-prima da literatura infantil. O Livro Inclinado, de Peter Newell, publicado originalmente em 1910, vem juntar-se a títulos contemporâneos da editora para formar uma biblioteca fundamental dirigida às crianças século 21. A ousada edição de Peter Newell – que rompeu de modo genial com as formas tradicionais do livro – é a síntese harmoniosa através da qual inovação e criatividade diluem categorias como antigo e moderno para se transformar em verdadeiro clássico.

O Livro Inclinado é divertidíssimo. Nele, nada é gratuito. O autor soube criar um design adequado à história. Este conceito – estampado no título, em referência ao formato inusitado – valoriza e dialoga radicalmente com a narrativa: um carrinho de bebê segue desgovernado ladeira abaixo e causa grande desordem por onde passa, atropela a moça que carrega uma cesta de ovos, derruba o pintor do alto da escada, passa entre dois homens segurando uma vidraça… uma confusão que poderia ser angustiante revela-se, pelas rimas e traços do autor, graciosa e bem-humorada. O bebê é quem mais se diverte com os estragos deixados pelo caminho.

As elaboradas ilustrações de Newell lembram a Nova York do começo do século 20: o comércio (estrangeiros vendendo quinquilharias), as profissões (boiadeiro, vidraceiro, pescador, pintor), os costumes (comprar alimentos na fazenda, fazer piqueniques, vender jornais na rua) e até a moda (melindrosas com seus belos chapéus, homens trajando cartola e suspensório).

.

Após o sucesso de O Livro Inclinado, chega às livrarias, também em edição fac-similar, outra obra do precursor do livro-objeto, Peter Newell. Escrito em 1912, O Livro do Foguete é nova amostra da inventividade do autor, com recursos gráficos integrados à narrativa.

A história é bastante inusitada: no porão de um edifício, um garoto encontra um morteiro e não hesita em ascendê-lo. O foguete, como não poderia deixar de ser, dispara prédio acima, furando todos os apartamentos – e as páginas do livro – por vinte andares.

Na subida, perfura uma banheira, estoura uma jarra de suco, arranca a peruca do vovô, acende um cigarro… até chegar à cobertura onde, finalmente, se apaga num mergulho no pote de sorvete. A confusão mostra-se bastante divertida pelo texto rimado e cadenciado do autor, traduzido de forma primorosa pelo poeta ivo barroso.

As ilustrações – que revelam expressões assustadas ao ver os estragos causados pelo foguete – interagem com o furo nas páginas, essencial para a narrativa em versos. Trazem ainda referências das casas na nova york do começo do século 20: o mobiliário (poltronas, baús, retratos antigos na parede, banheiras, penteadeiras), as roupas (trajes sociais dentro de casa, com camisas, boinas, lenços e gravatas) e os brinquedos (cavalo de balanço, trenzinhos, bola e casinha).

Um livro que já marcou a infância de várias gerações, agora disponível às crianças do século 21. Para leitores arteiros que moram nas grandes cidades. Um trunfo para pais e professores.

.

Kachtanka é um emotivo conto de Tchekhov, essencial para a formação de uma biblioteca básica de textos universais. A cadelinha Kachtanka, cujo nome significa “ruivinha”, se perde de seu dono e é adotada por um palhaço de circo. Traduzido diretamente do russo por Rubens Figueiredo, a história confronta a saudade e a adaptação em um mundo completamente diferente. É sob a perspectiva da cachorra que acompanhamos o desenrolar desta narrativa. Com extrema sensibilidade, o também russo Guenádi Spirin transformou esta edição em uma obra clássica ao criar ilustrações que recuperam características tradicionais do renascimento italiano, pelo traço seguro e fidelidade ao real.

 

 

Inspiração para conseguir subir 16/12/2009

Arquivado em: Bem-estar, Reflexão, beleza, fotografia — renatabatata @ 8:00 am
Tags: , , ,

 

 

Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário ver toda a escada. Apenas dê o primeiro passo.

 

Martin Luther King Jr.

 

 

Inspiração para o desapego 09/12/2009

Arquivado em: Bem-estar, Reflexão, animais, beleza, fotografia, meio ambiente, poesia — renatabatata @ 8:00 am
Tags: , , , , ,

 

 

As flores refletem bem o que é o amor. Quem deseja possuir uma flor, irá vê-la murchar.

Mas quem olhar uma flor no campo, terá esta beleza para sempre.

 

Paulo Coelho

 

 

Inspiração para olhar as estrelas 02/12/2009

Arquivado em: Bem-estar, Reflexão, beleza, fotografia, poesia — renatabatata @ 8:00 am
Tags: , , , , ,

Tenho dó das estrelas

Luzindo há tanto tempo,

Há tanto tempo…

Tenho dó delas.

 

Não haverá um cansaço

Das coisas,

De todas as coisas,

Como das pernas ou de um braço?

 

Um cansaço de existir,

De ser,

Só de ser,

O ser triste brilhar ou sorrir…

 

Não haverá, enfim,

Para as coisas que são,

Não a morte, mas sim

Uma outra espécie de fim,

Ou uma grande razão –

Qualquer coisa assim

Como um perdão?

 

Fernando Pessoa, poeta português

 

 

Inspiração para lembrar e para esquecer 25/11/2009

Arquivado em: Bem-estar, Reflexão, beleza, fotografia, poesia — renatabatata @ 8:00 am
Tags: , , , , , , ,

 

 

É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.
 
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.

O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
 
O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.

 

Cecília Meireles

 

Inspiração para amar quietinho 18/11/2009

 

Olhar Mulher OK

 

O amor não se mede
pela liberdade de se expor nas praças
e bares, em empecilho.
É claro que isto é bom e, às vezes,
sublime.
Mas se ama também de outra forma, incerta,
e este o mistério:

 

- ilimitado o amor às vezes se limita,
proibido é que o amor às vezes se liberta.

 

 

Affonso Romano de Sant’Anna