Renata Batata

Moda, customização, beleza e bem-estar

Sobre o Vazio 24/09/2010

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A Espera – Cícero Dias – 1932 – Acervo do Itaú Cultural

 

 

Às vezes, existe um vazio dentro da gente. Ele pode ser grande, enorme ou apenas um pequeno incômodo. Geralmente, todos nós queremos preencher esse vazio.

Muitos preenchem com roupas, acessórios e coisas que a gente pode colocar sobre o corpo. Essa é uma forma perigosa de preencher o que falta, porque quanto mais você se enche de coisas, mais vazio vai ficar o seu bolso. E o que é pior: vai sempre faltar algo.

Outra forma é tentar saber tudo, ler tudo, assimilar tudo. Ver todos os filmes, ler todos os livros, conhecer todas as pessoas ‘relevantes’. Também é uma busca sem fim. Sempre vai haver algum assunto no qual vamos ser ignorantes ou algum autor de quem nunca ouvimos falar. Entendam bem, não sou contra o conhecimento. Sou contra o esnobismo intelectual que exclui pessoas e faz com que esqueçamos de nós mesmos. Pensar demais pode ser um problema…

Mas, na maioria das vezes, esse vazio que todo mundo tenta preencher loucamente precisa existir. É parte do equilíbrio. Aceitar esse vazio é aceitar a dualidade de todas as coisas; é aceitar o silêncio de não dizer nada; é aceitar a perda quando não se ganha; é aceitar o fim que não queremos.

Aceitar o vazio também é aceitar uma parte de nós que precisa ser e ficar leve, talvez à espera, quando chegar alguma coisa realmente importante. Deixe um espaço vazio na estante, na parede, não ocupe uma cadeira. Faça um exercício de espera, de assentamento, de contemplação.

O vazio pode ocupar um espaço importante na sua vida. E isso não é triste: é deixar aberta uma porta para uma oportunidade que ainda não recebemos.

 

 

Inspiração para aceitar o “acaso” 04/08/2010

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“Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra.

Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, mas não vai sozinha e nem nos deixará só, porque leva um pouco de nós e deixa um pouco de si.

Há os que levam muito e deixam pouco, há os que levam pouco e deixam muito.

Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que não nos encontramos por acaso.”

 

CHARLES CHAPLIN

 

;)

 

 

“The sweetest thing…” 28/07/2010

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“… that only was a cat”.

 

“A maior doçura do mundo era apenas um gato”. Esse poema reflete muito bem o que eu penso dessas criaturas independentes, inteligentes e, sobretudo, fofas. Gosto muito de cachorros também, mas gatos são especiais por viverem uma vida só deles, uma vida em segredo, que não compartilham conosco. Quem nunca conviveu com um gato talvez não saiba como pode ser especial aquele momento que ele/ela vem te receber quando você chega em casa, quase ‘como um cachorro’. Aquele ronronar aconchegante quando ele/ela se enrola quentinho no seu colo. A lição de tolerância e liberdade que o gato dá quando sinaliza que quer ficar sozinho, sem toques nem carinhos. Ter gatos é aprender a conviver e eles ensinam até mesmo a suportar o inesperado que vem de qualquer relacionamento. A surpresa de todo dia. O surpreendente de qualquer ser vivo, seja ele humano ou felino.

Então, por favor, tire 5 minutinhos do seu dia e conheça Maru, Pancake e Cooper, algumas das criaturas mais encantadoras desse mundo. E pode ter certeza: cada gato é um ser único, dotado de personalidade, desejos, rotinas e ‘manias’. Eles são lindos, mas o gato que mora no seu coração sempre será “a maior doçura do mundo”.

 

Maru

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Pancake

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Cooper

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Cooper e Pancake, além das outras fofuras que moram com eles, tem um blog cheio de fotos e mais vídeos. Vá se derreter!

 

 

 

Já vi… 27/07/2010

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Mais do mesmo…

Farm – Coleção Ximbuktu 2010

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Burberry Trench Coat for Colette – Spring/Summer 2010

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Mesmo detalhe no ombro, quase a mesma cor… Propostas diferentes, claro, e o que é bonito a gente sempre quer. Afinal, não é todo mundo que compra Burberry. Mas dá vontade de não ser apenas mais um na multidão, né? Adoro a ‘brasilidade’ da Farm, as cores, estampas e rendas, o clima praia, sol e calor. Acho que é justamente isso que tira o casaquinho da categoria “imitação” e o coloca na “inspiração”. Ninguém vive sem referências.

 

 

“A moda não perde seus direitos” 02/07/2010

“Paradoxalmente, na Grã-Bretanha e na França, a guerra não fez desaparecer a moda, pelo contrário, estimulou novas expressões. Paris, especialmente, a despeito da Ocupação, pôde permanecer na vanguarda da moda, a da alta-costura, mas também daquele de um cotidiano a inventar com o que se tinha à mão. Houve uma moda bicicleta e mesmo uma moda bicicleta-táxi, como houve uma moda para entrar na fila (moda de verão e moda de inverno, certamente). Houve uma moda “zazu”: “As mulheres escondem sob pelos de animais uma blusa de gola redonda e uma saia plissada muito curta; seus ombros exageradamente carregados constrastam com os dos homens que os usam pendentes; longos cabelos descem em volutas em seu pescoço; suas meias são rajadas, seus calçados são baixos e pesados, elas carregam um grande guarda-chuva que, faça o tempo que fizer, permanece obstinadamente fechado” (L’Illustration de 23 de março de 1943).

Logo, toda mulher é convidada a criar seu próprio modelo de roupa ou capa, pronta para retalhar velhos trajes de homem, afirmando assim sua originalidade e sua capacidade de invenção. Mas Le Figaro aconselha sabiamente suas leitoras: com a condição “de não ser demasiado marcadas pela moda do momento, de maneira a poder sobreviver a ele”.

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Maio de 1940, em Londres. Falsas meias pintadas e falsas costuras desenhadas pelas elegantes que não podiam sair com as pernas desnudas.

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Moda de 1939: máscara de gás e ampla capa do costureiro Robert Piguet

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O quase desaparecimento do couro está na base dos calçados de sola de madeira, que logo se tornam verdadeira moda, com modelos cada vez mais audaciosos.

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Texto e fotos retirados do livro “As Mulheres na Guerra – 1939-1945, de Claude Quétel, Editora Larousse.

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Inspiração para ‘vestir a memória de momentos mágicos’ 30/06/2010

 

Estudo das Crianças no Jardim – Sargent

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“As roupas são composições que protegem e agasalham o corpo, mas que também podem (e devem) vestir a nossa memória de momentos mágicos. A roupa não é silenciosa. Ela dialoga. Mas apenas com quem entende sua linguagem. A roupa é como a música, o perfume ou uma obra de arte: imediatamente nos traz uma lembrança, uma sensação, uma emoção…”

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Paula Acioli

no livro A menina que conversava com as roupas – Editora Memória Visual

Com as ilustrações lindas de Jana Magalhães

 

 

 
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