Renata Batata

Moda, customização, beleza e bem-estar

Já vi… 27/07/2010

Filed under: Bem-estar,consumo,Estilo,moda,mulher,opinião,Reflexão — renatabatata @ 8:00 am
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Mais do mesmo…

Farm – Coleção Ximbuktu 2010

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Burberry Trench Coat for Colette – Spring/Summer 2010

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Mesmo detalhe no ombro, quase a mesma cor… Propostas diferentes, claro, e o que é bonito a gente sempre quer. Afinal, não é todo mundo que compra Burberry. Mas dá vontade de não ser apenas mais um na multidão, né? Adoro a ‘brasilidade’ da Farm, as cores, estampas e rendas, o clima praia, sol e calor. Acho que é justamente isso que tira o casaquinho da categoria “imitação” e o coloca na “inspiração”. Ninguém vive sem referências.

 

 

Gentileza 06/05/2010

Filed under: Bem-estar,Blogs,elegância,opinião,Reflexão — renatabatata @ 8:00 am
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Motivada pelo ótimo post da Paulinha sobre o bom e o ruim de ter um blog, uma agressividade gratuita que eu vi por aí, e a restauração dos painéis do Profeta Gentileza, venho propor uma conversa sobre comunicação via internet.

 

 

Cada vez mais me convenço que a maioria das pessoas não sabe se comunicar e eu, muitas vezes, me incluo entre elas. Quantas vezes você já não disse algo e foi mal interpretada(o)? Quis dizer uma coisa e seu interlocutor entendeu outra? Isso acontece em menor escala (um contra um) ou entre nações inteiras. Imagina então quando a gente não tem o gesto, o rosto e todo o contexto de uma conversa ao vivo? Fica muito mais fácil se complicar.

Por isso acho tão importante a gente tirar um tempo para escrever, para usar as palavras à nosso favor e não correr o risco de acabar numa situação chata. Também acho inaceitável não responder um email direto, uma mensagem simpática, nem que seja com um simples oi, tudo bem. Aconteceu comigo: lembra quando eu sorteei o oxford lindo da Piccadilly? Pois é, o pessoal do marketing da Piccadilly foi super legal, comunicação direta e eficiente, coisa e tal. O sorteio rolou, o brinde foi entregue, a contemplada ficou felicíssima, claro, e o último email que trocamos foi para a possível realização de uma nova campanha na coleção Primavera/Verão (junho/julho de 2009). Pois bem, em agosto, mandei um email dizendo “e aí, vamos fazer?” e simplesmente não recebi resposta nenhuma. Mandei outro e outro… Desisti. Eu penso: custa enviar um email simples, de 2 linhas, dizendo que a estratégia de marketing mudou e que a empresa decidiu não fazer mais promoções desse tipo ou que o público do meu blog não era o público alvo? Não gostei de ter ficado sem resposta, como se o meu contato no departamento de marketing ficasse escondido atrás da porta até que eu parasse de tocar a campainha. Gente, isso é infantil e nem um pouco profissional! Fiquei decepcionada, mesmo.

Tudo isso pra ilustrar que um simples “muito obrigado” teria bastado como resposta, tanto profissional quanto pessoal. E não adianta dizer que não recebeu email porque ele chega, sim, não adianta dizer que não teve tempo porque pra o que a gente quer, pro que é importante, a gente sempre encontra tempo. Então, vamos praticar a gentileza de não deixar ninguém sem resposta, desfazer os mal-entendidos e sorrir mais?

 

 

 

Você é o que você compra 12/01/2010

 

 

Dia desses vi um documentário que me fez pensar bastante. Chama-se Procura-se e fala do comércio e das confecções do bairro do Bom Retiro, em São Paulo.

Primeira coisa que me chamou a atenção foi a pergunta que fizeram e que ficou no ar para ser respondida durante o filme: por que a roupa é mais barata? Se você respondeu que porque é atacado ou porque há incentivos, está só meio certo. A verdade é que muitas peças são feitas por pessoas em péssimas condições de trabalho, que aceitam receber qualquer coisa pelo que fazem, e por uma cadeia de eventos criminosa. Isso inclui imigrantes bolivianos que costuram uma calça por 75 centavos, contrabando de mercadoria vinda da China e até mortes pelo caminho.

No ano de 2008, a China declarou que exportou 12 mil toneladas de produtos para o Brasil. Mas sabe quantas entraram legalmente? Apenas 3 mil. O resto entrou sem pagar imposto, sem gerar empregos, às custas da saúde ou da vida de alguém. É verdade que até podemos apontar o dedo e dizer que o governo rouba e quem sonega impostos está certo. Mas isso seria apenas justificar um erro pelo outro.

Não é assim que tem que ser. Quando você se deparar com um produto falsificado, barato demais, vendido em circunstâncias suspeitas, pare pra pensar. Comprar esse produto alimenta uma rede de pessoas criminosas e endossa seu apoio à elas. Você pode se perguntar: “mas se só eu parar de comprar, que diferença vai fazer?”. Em termos imediatos e absolutos, nenhuma. Mas se cada pessoa pensasse assim na hora de justificar um roubo, um assassinato, uma única injustiça, poderíamos perder as esperanças de vez, não é?

Então, não se trata de mudar o sistema, o que requer políticas de incentivo às empresas e apoio aos trabalhadores, mas de não apoiá-lo. Se você vê a mesma jaqueta, que naquela loja custa R$120, por R$30 em outra, acredite, não é milagre. Não pense “é o meu bolso, sou eu quem vai sair ganhando, então dane-se! Vou pagar menos!”. Pare, pense e, às vezes, não compre. Provavelmente, você não precisa mesmo daquela peça.

E com certeza você terá mais tempo que se interessar pelo comércio justo, que gera empregos e renda, incentivos, consumo consciente e, no fim das contas, um país melhor. Parece pouco, quase nada, uma atitude simples de não comprar contrabando ou uma calça/blusa/qualquer coisa que tenha sido costurada por um boliviano faminto, num quarto escuro e inadequado para trabalhar. Mas vai fazer diferença pra você e pro futuro.

 

Digno de nota: a C&A e a Renner têm um programa de incentivo à cooperativas e pequenas empresas prestadoras de serviço. Isso inclui contratar apenas empresas que pagam os direitos de seus funcionários e os mantém em condições ideais de trabalho. Não é um exemplo a ser seguido?

 

 

Inspiração para parar e ler 26/08/2009

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Take your choice

John Frederick Peto (1854-1907), Take Your Choice, 1885, oil on canvas, John Wilmerding Collection

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“Os homens de hoje são forçados a pensar e a executar em um minuto o que seus avós pensavam e executavam em uma hora. A vida moderna é feita de relâmpagos no cérebro e de rufos* de febre no sangue. O livro está morrendo porque já pouca gente pode consagrar um dia todo, ou ainda uma hora toda, à leitura de 100 páginas sobre o mesmo assunto”.

 

Olavo Bilac, em 1904

 

 *rufus = ondas, no sentido metafórico.

 

 

Twitter e o Pôr do Sol 14/08/2009

Sim, estou usando o Twitter. Escrevi algumas vezes. Agora escrevo só de vez em quando. Da vida dos outros, dos tais famosos, também me cansei. Quando a gente começa a ver que tem tanta gente fazendo coisas supostamente mais interessantes do que o que estamos fazendo, podemos achar que nossa vida é sem graça e que nossa meta deve ser essa ou aquela vida.

Aí que a gente erra. Primeiro por não darmos valor ao que temos e achar que a felicidade está sempre um passo adiante, uma compra adiante, um relacionamento adiante. Não está. O maior desafio é tentar enxergar a felicidade daquele momento, por mais simples que ela seja, por mais brega que possa parecer, por mais gosto de ‘bolo simples e sem cobertura’ que tenha.

Segundo, porque erramos em nos interessar mais pela vida dos outros do que pela nossa. A vida de todo mundo dá um livro, mais ou menos interessante, mais ou menos apoteótico, mas é uma narrativa de vida e ela não precisa “dar certo”, o que quer que isso signifique num contexto capitalista. Claro que temos que ter metas, temos que ser ambiciosos, mas egoísmo é um negócio horroroso e muitas pessoas acreditam que devem “chegar lá” a qualquer custo, mesmo que puxando tapetes alheios ou sendo desleal. Quando a gente coloca metas reais pra alcançar um sonho que parece irreal, damos o primeiro passo em direção à realização pessoal, que é apenas outro nome da felicidade. Conservar e cuidar dos amigos, respeitar nossos sentimentos e motivos, ser leal, honesto e sincero, encurta e facilita o caminho até a felicidade.

Por isso, eu não acho o twitter o máximo, não dou muita importância (embora isso tenha sido capa de revista um monte de vezes… assim como o orkut) e não quero saber o que estão fazendo ou onde estão alguns fulanos pouco ou muito famosos por aí. Quero saber de mim e de quem eu amo, dos meus amigos e amigas mais que queridas, das pessoas que tem algo a me dizer, e sobre esses, posso até recorrer ao twitter. E principalmente, não quero desperdiçar meu tempo, meus recursos e minha energia. A gente perde tanto tempo adquirindo informações que amanhã não servirão para nada! Já pensou nisso?

Na minha frente, entra pela janela uma luz dourada típica de um pôr do sol de inverno. Vai durar apenas alguns minutos e logo terá desaparecido na noite. “Nothing gold can stay” (“nada que é dourado pode durar), já dizia o poeta. Prefiro assistir ao pôr do sol a ficar correndo atrás de bits e bytes. No silêncio das máquinas desligadas e de mim mesma. “The grass below… Above, the vaulted sky” (“A grama embaixo… Acima, o céu arredondado”).

 

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O pôr do sol na janela… Não é lindo?

 

E pra quem tá em Sampa, neste final de semana acontece a Feira de Artesanato da Vila Madalena, na Rua Fradique Coutinho, dia 16, a partir das 8h. Vai passear! ;)  

 

Roupa de Elite 23/07/2009

Filed under: Bem-estar,consumo,Estilo,moda,opinião,Reflexão,Viagem — renatabatata @ 8:00 am
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Passeando por sites de moda de rua, descobri que, especialmente na Europa, as pessoas usam roupas de marcas famosas, como jeans Diesel e tênis Vans, sem parecer montadinhas. Explico: lá, a roupa, além de ser mais barata proporcionalmente ao que as pessoas ganham, também é encarada de outra forma.

Na Europa, é comum as pessoas entrarem nas lojas que querem, olharem à vontade e, se quiserem, levar uma ou outra peça. (quase) Não existe um preconceito de que aquela pessoa que acaba de entrar pela porta não poderá comprar uma roupa daquela loja ou marca. As vendedoras atendem todo mundo, pracaticamente não julgam pela aparência, especialmente em cidades como Roma e Paris, sempre cheia de turistas que estão vestindo suas roupas mais confortáveis e que não representam, necessariamente, seus estilos quando não estão fazendo um city tour. E o que é mais diferente: as roupas são proporcionamente muito, mas muuuito mais baratas. Lembro-me de passar em frente a uma vitrine do Kenzo, em Veneza, que estava em liquidação. Um vestido de seda estampada, florida, bem estilo Kenzo mesmo, ou seja, um sonho de lindo, custava 130 euros. Pra um europeu, isso equivale a pagar uns R$130 pelo vestido. É muito barato!

 

moda de rua espanha

A foto é do UOL e foi tirada na Espanha

 

Aqui no Brasil, além dos preços exorbitantes, temos que aguentar a audácia das pessoas que lidam com as vendas. Não importa se você tem dinheiro pra pagar, é importante que você também tenha projeção, destaque na tv e nas revistas de fofocas da vida. Se você não for uma boa “vitrine” pra aquele produto, você não é o consumidor que aquela marca está buscando.

Com a crise, esse cenário está mudando um pouco. Agora, dinheiro no caixa tá valendo um pouco mais do que simplesmente vender para as pessoas certas. Vendedoras estão sorrindo mais, subestimando menos e tratando melhor qualquer pessoa que se digne a pisar na loja, porque querem vender. Demorou, né?

Outra coisa é o mercado de pulgas e os brechós. Se em qualquer barraquinha em Paris você consegue comprar um vestido lindo por 1 euro, uma calça Diesel usada (que parece nova) por 10 euros, uma bolsa Chanel por 50 euros, aqui você vai ter que desembolsar pelo menos uns R$30 por um vestido qualquer e R$400 por uma Chanel bem usada. Os donos de brechós estão ganhando muito bem em cima das peças. Era pra ser uma ideia mais popular, a preços que nem de longe conseguiriam concorrer com o preço de uma roupa nova, justamente pra compensar o fato daquela roupa já ter sido usada e estar com algum sinalzinho. Parece que, infelizmente, aqui no Brasil, as pessoas estão vendo o brechó como mais uma forma de explorar e não de negociar. Pena… isso tem que mudar, né?

 

 
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