Renata Batata

Moda, customização, beleza e bem-estar

7 anos de arte na Omaguás e Bienal do Rio 11/09/2009

 

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Feira de Artes e Artesanato Omaguás expõe cerâmica, roupas, brinquedos e acessórios

 

Há sete anos, a praça dos Omaguás, na região oeste de São Paulo, hospeda uma feira de artes e artesanato que reúne trabalhos variados de 70 artesãos. Lembra do post que eu fiz, contando as histórias desses artesãos? Para celebrar a data, o local promove atrações especiais, que vão até 27 de setembro, aos domingos. Imperdível!

Além de reunirem sua arte, os expositores contarão suas histórias e a da feira na programação especial de setembro. Suas observações serão intercaladas a espetáculos musicais, teatrais e circenses.

No próximo domingo (13), às 11h, quem assume o anfiteatro do espaço é o Conjunto Retratos, com repertório de choro. Às 14h, a Orquestra de Violões se apresenta, com regência de Luis Stelzer. Uma semana depois, em 20 de setembro, a Cia. Circolando comanda a festa, às 11h, com o espetáculo “Caixa de Surpresa”. Já às 14h30, os Comparsas do Nogueira apresentam jazz instrumental ao público presente.

Feira de Artes e Artesanato Omaguás – av. Pedroso de Morais, 800, Pinheiros, região oeste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3095-9526. Grátis. Dom.: 10h às 17h. Livre.  Visite o site para confirmar as informações.

 da Folha Online – Subprefeitura Pinheiros/Divulgação

 

E pra quem tá no Rio… Começou a Bienal do Livro! Vá até o site e informe-se! Não deixe de visitar!

 

Ciclo Cinema Corpo e Moda – Identidade de Nós Mesmos 27/08/2009

Último filme do ciclo foi o documentário Identidade de Nós Mesmos ou Anotações para Roupas e Cidades, de Wim Wenders.

 

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Wim Wenders acompanha Yohji Yamamoto em seu atelier, durante as provas para a coleção que será apresentada em Paris. Seu processo criativo é exposto de maneira delicada, silenciosa. Nós e o documentarista somos quase testemunhas de um momento especial, que Yamomato nos deixa assistir.

Além, é claro, do grande assunto do filme — o processo criativo de Yamamoto — há muitas argumentações paralelas: as cidades e como elas influenciam o processo, a roupa e a imaginação; o olhar do documentarista e sua avaliação da imagem que produz; a roupa e a mulher que a veste.

Trata-se de um documentário, não de uma história com começo, meio e fim. Há argumentações, não narrativas. A única coisa que tem começo, meio e fim é a produção e o desfile do estilista em Paris. Perguntar-se sobre as semelhanças e diferenças entre Paris e Tóquio, o ato de documentar, a forma como se fotografa e filma, tudo é questionado pelo diretor/narrador.

Mas vamos falar de Yamamoto… Um artista, mesmo. Um universo inteiro. Ao começar a criar para a mulher européia, ele comenta sobre as diferenças de proporção em relação ao corpo da japonesa. Além da diferença física, outros aspectos relevantes para a criação são percebidos: as emoções, a geografia, os pensamentos, o modo de vida daquela outra mulher. É outro mundo.

O processo de criação começa com a escolha do material ou com a escolha da forma. Certas formas pedem certos materiais e certos materiais pedem uma determinada forma. Cores são texturas e emoções. Por isso ele só cria em cima do preto, que para ele traz emoções mais condensadas, como a junção de todas as cores. Depois ele escolhe a matiz que será feita a peça. Mas sua paleta possui poucas cores, geralmente muito preto, algum branco e toques de vermelho.

 

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Certas formas pedem certos materiais e certos materiais pedem uma determinada forma. Cores são texturas e emoções.

Repare no tecido estruturado do blazer e das formas drapeadas do vestido/casaco. À cada um, seu material.

 

Yohji gosta de ressaltar que é japonês mas não é apenas japonês. Suas roupas não tem nacionalidade. Seu estilo é a expressão de um sentimento. Por isso, é impossível copiá-lo. Sua linguagem é única e reconhecível. Ao criar uma roupa, ele busca descobrir a “essência” dela no processo de fabricação. Gosta de ser chamado de costureiro, gosta de se debruçar sobre os moldes, presta atenção nas costuras. Adora explorar as assimetrias: lembra que quando algo é simétrico, incomoda. O ser humano não é simétrico em suas emoções, em seus pensamentos e até mesmo em seu corpo. Suas peças de roupa são tão convidativas que ele gostaria que as pessoas “morassem” nelas e se identificassem a tal ponto que, se alguém visse o casaco de alguém jogado no chão, não diria “é o casaco do fulano” mas sim “é o fulano”.

 

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Os pespontos, o preto e o branco e as assimetrias: marcas de Yamamoto.

 

Sobre estilo, ele deu uma aula: estilo pode ser uma prisão de repetições. Mas aceitar seu estilo te dá a chave para abrir essa prisão e tornar-se o guardião dela, deixando entrar somente o que você quer. Nesse aspecto, temos que pensar também no que passa e no que fica, o efêmero e o permanente. Vítimas do consumismo geralmente só enchem os armários de efemeridades, coisas que passarão, roupas que em nada se parecem com quem as comprou. O permanente é não apenas o clássico, mas algo prático, que dá a liberdade para quem o veste ser e exercer as funções que se propõe. Pessoas não deveriam consumir roupas, deveriam ser aquelas roupas. Claro que a moda movimenta o mundo. E moda não é apenas roupa: podem ser pessoas, filmes, livros, músicas e até mesmo prédios. E muitas vezes, moda também acomoda a necessidade: se você está morrendo de frio vai precisar de um casaco. Ele pode ser até assim ou assado, mas em primeiro lugar vem sua necessidade de não morrer de frio. Assim que as pessoas deveriam consumir. Consumindo tudo o que podem, acabam consumindo a vida e tudo que podem comprar como objetos, sem ter nem ao mesmo consciência desses objetos. No minuto em que estão na mão, já se tornam obsoletos. O consumista só quer o que ainda não tem, mesmo que já tenha muito. “Felicidade seria obrigar as pessoas a viverem de forma simples e sem comprar”, frase de Yamamoto que me soou como marketing, porque se todos obedecessem ele iria à falência. Mas concordo com a primeira parte: viver de forma simples também significa comprar menos e com mais consciência das suas necessidades.

 

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Reparem que em suas criações a mulher aparece sempre muito verticalizada, altiva, oferecendo um destaque para o colo e o rosto. Yamamoto significa “ao pé da montanha”. Talvez seja assim que Yohji se coloque: aos pés dessa mulher ativa, trabalhadora, executiva, guerreira. Mulheres como sua mãe, que o criou sozinha depois que seu pai morreu na guerra. Aliás, a guerra incomoda Yohji. “A guerra ainda não acabou dentro de mim”, diz ele. O sentimento de luto e de falta de futuro parece assombrá-lo e revoltá-lo. Mas ele sublima a guerra dessa forma: vivendo o presente, “desenhando o tempo”, vivendo na moda de forma atemporal e anti-glamurosa. “A simetria perfeita é feia. Precisamos quebrar, destruir um pouco”. Desconstruindo linhas, construindo sonhos. Assim segue Yamamoto.

 

Pra conhecer mais sobre o estilista, visite o site oficial. As fotos foram tiradas daqui, daqui, daqui e daqui. Essa menina é fã dos japoneses e escreve coisas lindas. Pra pensar muito.

 

Nota Importante: Esse artigo foi escrito baseado nas minhas anotações do encontro. São ideias coletadas por mim mas partilhadas por todos os que estiveram presentes. Para ver os palestrantes e seus currículos, clique aqui.

 

Obrigada ao pessoal da PUC-SP, por promover com tanto comprometimento e profissionalismo um evento com tanta qualidade. E também por me convidar! Até o próximo!

 

 

Ciclo Cinema, Corpo e Moda – A Duquesa 20/08/2009

Segundo filme dos encontros promovidos pela PUC-SP.

 

 

Pra saber um pouco do enredo, dá uma olhada aqui neste post que eu escrevi por ocasião do lançamento do filme na Inglaterra.

Impossível assistir esse filme sem pensar e considerar a parte histórica. E impossível não lembrar de Lady Diana Spencer, descendente da Duquesa do título e também vitimizada pelas circunstâncias e pelo peso da tradição da nobreza.

Mas vamos ao que interessa: figurino! Claro que o mais chama a atenção é o figurino da Duquesa. Rico, detalhado, inovador para a época, romântico e sedutor. A duquesa representa o poder do duque, o poder da posição dele na hierarquia real e na sociedade. A maioria das palestrantes chamou a atenção para esse fato: enquanto o duque se veste de maneira tão sóbria e tradicionalista, à duquesa cabe exercer a sedução. O poder dele vem do sangue e da posição; o dela, de quanto consegue seduzir.

 

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As roupas do duque são tradicionais, feitas de tecidos pesados e estruturados, como veludo e tafetá. Sua peruca não é tão empoada e seus movimentos, até por conta dos tecidos, são pequenos e discretos. Até sua voz é baixa. Sua movimentação também é pouca, oscilante, desconfortável. Tudo o que ele passa despercebido visualmente (e todas as habilidades sociais que ele não tem), ele se impõe no poder e na palavra. O que ele quer, acontece. Ele não precisa gritar, gesticular ou se expor. Sua “frieza” é tanta que na época comentava-se que todo o país era apaixonado pela sua esposa, menos ele. 

A duquesa, sua esposa, uma mulher tão cheia de enfeites e adornos, apenas demonstra visualmente o poder dele próprio que é, na verdade, o “dono” dela. Sua única função é ser esposa e providenciar um herdeiro homem. Mesmo sendo constantemente referenciada como “Imperatriz da Moda” e lançadora de tendências, saindo caricaturada nos jornais da época e constantemente exposta publicamente, na prática não tinha nenhum poder de decisão sobre sua vida.

Agora, pensando bem: se naquela época a mulher mostrava-se mais enfeitada e sedutora, porque demonstrava, na verdade, o poder de seu “dono”, porque a moda hoje foca muito mais a mulher? Eu acredito que agora porque ela escolhe demonstrar seu próprio poder através da roupa e não tem apenas a roupa para se expressar. Se hoje a mulher não tem dono e ela escolhe o que fazer, vestir, usar, talvez hoje, mais do que nunca, a moda seja um acessório de poder para as mulheres.

 

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Sua aparência e atitude contrastavam radicalmente com o homem que Georgiana amou, Charles Gray. Seus cabelos despenteados, sua roupa despojada, seus gestos grandes e sua energia em movimentar-se não apenas demonstram sua personalidade enérgica, mas seu desapego à tradição e sua vontade de mudança. Essa atitude também muda quando ele decide ajustar-se ao sistema, não brigar mais pelo seu amor e continuar jogando o jogo do poder, para chegar aonde quer: ser primeiro-ministro, o que ele acaba conseguindo.

 

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Essa reflexão nos leva ao tema de discussão do encontro: o papel temático das pessoas no mundo. Todo sistema social é baseado em poderes e esse poder/posição social também pode ser demonstrado pela roupa hoje em dia, num movimento que começou após a revolução industrial da Inglaterra do séc. 19. A roupa definia, naquele momento, uma posição ou uma profissão e como o poder já era também determinado pelas posses, o que a pessoa podia comprar a definia. Nesse momento, também, as pessoas que tinham dinheiro começam  a usar tecidos e aviamentos mais caros, materiais que antes só a nobreza tinha acesso, não pelo preço, mas por que era essa a vestimenta que a definia. Dois séculos antes, por ser a sociedade tão estratificada e ligada à vínculos de sangue, a roupa era quase um uniforme: se era poderoso/nobre/religioso, tinha o direito de usar certas peças e tecidos. O valor de cada ser humano era definido pelo sangue. Dois séculos mais tarde, esse valor passou a ser definido pela riqueza.

A duquesa vive bem no período de transição (1757-1806) dessa fase, em plena Revolução Francesa, que mudará para sempre os valores em vários terrenos, inclusive no jeito de se vestir. A Inglaterra nesse período era vista como a terra da liberdade. Apropriadamente, uma das palestrantes chamou a atenção para a diferença dos jardins franceses – estruturados e organizadíssimos – para os ingleses – “acidentados”. Podemos tirar daí a metáfora de que nesses jardins “acidentados” coisas inesperadas podem acontecer, coisas que podem alterar a ‘normalidade’ das regras tradicionalmente estabelecidas e seguidas. Interessante notar também que as cenas em que Georgiana aparece livre, correndo, usando cores claras e roupas nem tão estruturadas, são justamente as cenas em que ela aparece no jardim. Assim como as crianças, símbolo do comportamento livre, sempre aparecem brincando ao ar livre.

 

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Essa cenografia e os quadros abertos representam a liberdade, a possibilidade dos ‘acidentes’, de descobrir os caminhos a medida em que se vai andando. Já as cenas internas tem quadros fechados, imagens quase em close, num clima sufocante que dá a impressão que a pessoa não tem espaço nem para abrir os braços. A luz abundante do exterior também faz um contraste com a penumbra do interior. Mesmo dentro de suas casas, estão sempre cercados de pessoas, sem privacidade, nem intimidade. A cenografia está focada em limites visuais. Esses limites visuais metaforizam o limite das emoções, do desejo, da felicidade e das escolhas.

 

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A maioria das palestrantes abordou o contexto histórico, tanto das roupas quanto da arquitetura, do paisagismo e até do mobiliário, ressaltando as diferenças e semelhanças entre França e Inglaterra e suas grandes damas da moda: Maria Antonieta e Georgiana. Nesse sentido, o filme sobre Maria Antonieta quis focar muito mais esse aspecto visual e até conseguiu criar um estilo quase “usável” inspirado na nobre que morreu na guilhotina. Georgiana certamente estaria em todos os tabloides e revista de fofoca/moda se vivesse hoje. Sua descendente, Diana, esteve. A moda francesa desse período ainda é muito ligada à sedução, tanto para os homens quanto para as mulheres, que usam brocados, brilhos, volumes, maquiagem carregada (era moda colar “mosquinhas” no rosto para parecer pintas) e grandes perucas. Na Inglaterra, sendo a nobreza muito mais ligada ao campo e suas mansões do que à corte, a roupa tende a ser mais prática, menos brilhante, mas não menos elaborada. Apenas mais discreta se comparada à vestimenta dos que transitavam ao redor do Rei Sol e queriam ‘refletir o seu brilho’.

 

Pra relembrar Maria Antonieta, dá uma olhada aqui. Pra ver a matéria da Harpers Bazaar UK sobre A Duquesa, clique aqui. Veja mais fotos do filme na galeria abaixo.

 

Nota Importante: Esse artigo foi escrito baseado nas minhas anotações do encontro. São ideias coletadas por mim mas partilhadas por todos os que estiveram presentes. Para ver as palestrantes e seus currículos, clique aqui. As fotos deste artigo foram retiradas do Google Images e seus links permaneceram intactos. Portanto, querendo saber a fonte, passe o mouse sobre a imagem.

 

 

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 Semana que vem, o último filme… Identidade de Nós Mesmos ou Anotações para Roupas e Cidades, de Wim Wenders.

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Meninas com Modas – Eu fui! 07/07/2009

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Gente, o encontro foi muito legal! O espaço era bonitinho e bem arrumado (dentro da loja da Shoestock em Moema), teve coffee com bem-casados, sorteios de brindes e mimos da Nivea e da Shoestock pra todo mundo! Com certeza irei nos próximos! O mais legal foi mesmo a palestra com a Carmen, consultora de moda.

Dentre as coisas mais legais que ela falou, quero destacar duas:

  1. Moda é informação – As peças que você usa, do jeito que usa, falam por você que tipo de informação e conhecimento sobre moda você tem. Mas importante do que saber é saber adequar. Não tem muito sentido você ter toda uma informação pra um grupo de pessoas que não compartilha os mesmos conhecimentos. Ou seja, de antenada, você vai passar a ser esquisita. A informação de moda serve pra gente usar o que existe a nosso favor e saber como transitar pelos diversos campos de informação. Ou seja, a gente se veste também pelo outro e para a ocasião/lugar. Isso não significa absolutamente que você deve abrir mão do seu estilo e do que você considera bonito. Mas saber o que vai agradar num determinado ambiente e ainda conseguir ser fiel ao seu estilo é uma arte.
  2. Saber segurar uma roupa pode ser mais importante do que seu tipo de corpo – Você já deve ter visto alguém que veste uma peça polêmica (como uma saruel ou um par de polainas) e passa uma naturalidade tamanha que aquilo deixa de ser polêmico no corpo daquela pessoa? Pois é, isso existe. Tem gente que sabe “carregar” uma roupa de corte diferente, cor estranha e até modelagem considerada deformada de corpo. Isso tem a ver com personalidade, com não se importar em chamar a atenção e, principalmente, ter estilo e brilho próprios. Se você ama botas de cano alto mas tem pernas curtas, sua postura e atitude vão influenciar mais no resultado do que o aspecto físico.

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Pra quem quer ver tudinho, o vídeo completo tá aqui. Fotos e posts sobre o evento no Blog byMK, no Moda para Usar, no Achados de Moda e no Bazar Pop. A Ana, leitora fofíssima do blog, me reconheceu das fotos e veio me cumprimentar! Já tá no favoritos! Ela também fez um post completíssimo sobre o evento! Clica aqui pra ler!

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E o pessoal gostou tanto do meu look que eu fiz um mini-desfile! Morrendo de vergonha, obviamente! Mostro aqui:

 

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Bata de musseline feita sob medida

Segunda pele preta por baixo muuito antiga

Wet legging Collins

Pulseira presente da Vogue Espanha

Unhas azuis com o truque que eu ensinei aqui

Sapatos de veludo muuito antigos e muuito lindos!

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Tem mais fotos no FLICKR!

 

 

 

Moda na Crise 02/06/2009

Apesar da crise, o show da moda tem que continuar. Nem mesmo os tempos difíceis pouparam as mentes criativas das mais badaladas assinaturas do circuito fashion internacional. As passarelas exibiram construções geométricas, vestidos de deusas e gloriosas peças remetendo aos anos 80. Afinal, moda é negócio e precisa vender. Por isso, os mais prudentes consumidores não ficaram desatendidos, e muitas marcas economizaram em abusos fashion, levando para os desfiles peças “eternas”, que atravessam crises sem jamais perder o estilo. O site referência em moda no mundo todo style.com apontou seis tendências que vão nortear o verão 2010, que já está chegando no Hemisfério Norte:

 

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Depressão chique

Quem precisa de economistas? Com equilíbrio de quem vê os dois lados de uma crise, alguns estilistas não abriram mão do brilho de vestidos glamourosos (Alberta Ferreto, Aquilano Rimondi), enquanto outros se contiveram e exibiram vestidos soltos com aparência desgastada (Burberry, Bottega Veneta). Por outro lado, Jil Sander por Rallf Simons optou não só por vestidos como também por clássicos terninhos, e Marc Jacobs mostrou-se plenamente à vontade no campo.

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Lições de geometria

Esta tendência também pode ser chamada de “vivendo em 3-D”. Muitos designers exercitaram a criatividade ao curvar, dobrar, torcer e manipular os tecidos com ousadia. Dolce&Gabbana evocou as orelhas de Minnie nas mangas, os vestidos Calvin Klein deram novo significado ao formato quadrado, e Oscar de la Renta exercitou a geometria em suas saias.

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Adoração às deusas

Em tempos de tremores financeiros, a melhor opção é investir no que funciona. E o que sempre funciona são os vestidos de deusas, com boas doses de glamour. Leves e fluidos, como os da Marchesa e Yves Saint Laurent ou adornados com jóias, como Malandrino e Monique Lhuilier. Afinal, as deusas gregas sempre estarão por aí, pisando os mais requintados tapetes vermelhos.

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Expresso Marrakesh

Calças no melhor estilo Ali Babá de Ralph Lauren, caftãs para Gucci, turbantes à exaustão nas coleções de Dries Van Noten a Paul Smith e muitos macacões de seda – as passarelas para a primavera verão vibraram nos tons do souk (mercado) marroquino.

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Coisas do esporte

Calças de corrida, maiôs, jaquetas de moletom com capuz e outros tantos itens saídos de quadras, campos e pistas diretamente para as passarelas surgiram em muitas coleções, como as de Louise Goldin, Missoni, Michael Kors e Kris Van Assche. Peças utilitárias bacanas demais que merecem desfilar além dos ginásios esportivos.

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Anos 80: trash e vaudeville

Tendência apresentada principalmente pela nova geração de designers, como Proenza Schouler e Alexander Wang, para revitalizar os anos 80, a década de dizer adeus ao “para sempre”. Ombreiras? Se Christophe Decarnin apostou na coleção Balmain, por que não? E os jeans rasgados e os cadarços desgastados da londrina Meadham Kirchhoff? Pois também estarão de volta. São os novos anos 80.

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Fotos style.com – Matéria http://aspatricias.uol.com.br

 

O Mundo das Rendas 21/05/2009

 

Os delicados fios trançados são valorizados pela moda romântica, artesanal e vintage. Conheça um pouco da história desse nobre tecido

 

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Renda Filé

crédito da foto

 

Este tipo de renda é como se fosse uma versão feminina das redes de pesca feitas pelos homens e muito usada em saídas de praia, xales e lenços. Sobre uma rede feita à mão, o artesão preenche os espaços vazados. As feitas com fibras naturais, como seda, linho e fios de algodão, são as mais valiosas.

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Renda Guipure

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crédito da foto

 

De origem francesa, é formada por arabescos em ponto túnel, unidos por finas correntes de fios, com o fundo vazado. Pode ser artesanal ou industrial e, em geral, é feita de linho, algodão ou qualquer outro fio bem fino. É muito usada em vestidos de noiva e roupas de festa.

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Renda Renascença

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crédito da foto

 

Muito trabalhosa, feita à mão com agulha de costura, é uma das rendas mais valiosas. Comum em Recife, a Renascença está ainda mais apreciada hoje por causa da moda artesanal e é exportada para muitos países, incluindo Europa, Emirados Árabes, Estados Unidos e Japão.

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Renda Richelieu

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crédito da foto

 

Usada em saídas de praia e mantas, ela lembra um crochê bem fino. É formada em tela, com formas arredondadas e desenhos delicados, como um bico. O ponto é feito enrolando a linha na agulha, com um fio passando por dentro e formando cordões em diferentes volumes.

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Renda de Bilro

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crédito da foto

 

Originária da Itália, esta renda é muito popular no Nordeste brasileiro. Totalmente artesanal, é feita com o uso de uma almofada onde as agulhas são fixadas para guiar a trama, elaborada pelos movimentos dos bilros (pecinhas de madeira presas aos fios), orientadas pela posição das agulhas. Presença forte na moda e na exportação.

 

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Vestido com renda de bilro, criação de Walter Rodrigues, 2001. Aplicações de renda de bilro produzidas pelas rendeiras da Associação das Rendeiras de Morros da Mariana, Piauí, no projeto Moda e Artesanato. Crédito da foto.

 

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As mãos da artesã tecendo a renda. Crédito da foto.

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Renda Soutache

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crédito da foto

 

Feita de materiais sintéticos, é uma renda rebordada com o fio soutache, um fio chato e fino, evidenciando os contornos da renda de baixo. É uma renda em alto-relevo e, embora cubra apenas pedaços do tecido, tem um caimento pesado. Fica ótima em detalhes, como golas e punhos.

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Renda Chantilly

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crédito da foto

 

Uma das mais nobres e conhecidas, a renda chantilly é um misto de viscose e poliamida, o que a deixa com um caimento incrível e um toque aveludado. É um bordado em cima de um tule bem fininho e geralmente tem um pouco de elasticidade. Pode chegar a valores astronômicos: a da foto acima custa módicos R$670 o metro (!).

 

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Olha ela aí, no desfile do Samuel Cirnansck, no SPFW 2008.

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Rendas Sintéticas

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crédito da foto

 

Mais baratas e fáceis de encontrar em diversos desenhos e cores. As de poliéster são bem populares mas não tem elasticidade e são ásperas. Boas para usar em detalhes em cima da roupa, sem contato com a pele. As rendas feitas com poliamida, como a da foto acima, são mais texturizadas e macias.

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E você, gosta de renda e looks com renda? Qual é a sua preferida? :D

 

Algumas das informações acima foram retiradas de uma revista Manequim de 2006.