Renata Batata

Moda, customização, beleza e bem-estar

Na chuva, Shuella! 19/07/2010

Filed under: beleza,Bem-estar,consumo,design,elegância,Estilo,moda,mulher,sapatos — renatabatata @ 8:00 am
Tags: , , , , ,

Faz um tempinho eu vi por aí uma coisa bem interessante, que também apareceu na famosa lista “O” da revista da Oprah e virou mania: a Shuella. Shuella é uma mistura de shoes + umbrella, ou seja sapatos + guarda-chuva. Hã? Explico: é como se fosse um calçado guarda-chuva que você veste por cima do seu sapato do dia a dia. Feita de PVC, ela cobre o seu sapato e ainda pode ser ajustada à perna, protegendo a barra da calça de ficar molhada.

.

.

 O design é bem bonitinho mas o que mais me atraiu foi a praticidade. Ela vem num saquinho plástico com zíper e é bem leve, dá pra carregar na bolsa. Quando começar a chover você tira do saquinho, veste por cima do sapato e vai embora! Quando chegar no seu destino, é só passar um paninho bem absorvente (pode deixar guardado dentro do saquinho também), dobrá-la e recolocá-la dentro do saquinho e pronto! Nada de galochas nem de botas pesadas. E dignidade na chuva!

Na revista da Oprah, chamaram a atenção para as cores divertidas, mas eu fiquei com a eterna e discreta pretinha:

.

.

Usei e aprovei! Achei um bom investimento. Calço 36 e comprei uma Shuella 37 e ela serviu sobre todos os meus sapatos, inclusive as ankle boots. Só não serve sobre tênis ou sapatos mais volumosos, óbvio, e isso está escrito no site, além de explicar que dá pra ser usada com saltos de qualquer tipo e tamanho. Se você quiser comprar a sua, o site da marca explica direitinho como você tem que medir e calcular o número certo para o seu pé, tendo como base o número de sapato americano. Você tem que comprar a Shuella do número do seu sapato, e não um número maior, porque o design da botinha já conta com essa folga.

 

Nunca mais tenha seus sapatinhos queridos estragados pela chuva! Clica aqui pra comprar sua Shuella!

 

 

 

Inspiração para ‘vestir a memória de momentos mágicos’ 30/06/2010

 

Estudo das Crianças no Jardim – Sargent

.

“As roupas são composições que protegem e agasalham o corpo, mas que também podem (e devem) vestir a nossa memória de momentos mágicos. A roupa não é silenciosa. Ela dialoga. Mas apenas com quem entende sua linguagem. A roupa é como a música, o perfume ou uma obra de arte: imediatamente nos traz uma lembrança, uma sensação, uma emoção…”

.

Paula Acioli

no livro A menina que conversava com as roupas – Editora Memória Visual

Com as ilustrações lindas de Jana Magalhães

 

 

7 anos de arte na Omaguás e Bienal do Rio 11/09/2009

 

 09250144

Feira de Artes e Artesanato Omaguás expõe cerâmica, roupas, brinquedos e acessórios

 

Há sete anos, a praça dos Omaguás, na região oeste de São Paulo, hospeda uma feira de artes e artesanato que reúne trabalhos variados de 70 artesãos. Lembra do post que eu fiz, contando as histórias desses artesãos? Para celebrar a data, o local promove atrações especiais, que vão até 27 de setembro, aos domingos. Imperdível!

Além de reunirem sua arte, os expositores contarão suas histórias e a da feira na programação especial de setembro. Suas observações serão intercaladas a espetáculos musicais, teatrais e circenses.

No próximo domingo (13), às 11h, quem assume o anfiteatro do espaço é o Conjunto Retratos, com repertório de choro. Às 14h, a Orquestra de Violões se apresenta, com regência de Luis Stelzer. Uma semana depois, em 20 de setembro, a Cia. Circolando comanda a festa, às 11h, com o espetáculo “Caixa de Surpresa”. Já às 14h30, os Comparsas do Nogueira apresentam jazz instrumental ao público presente.

Feira de Artes e Artesanato Omaguás – av. Pedroso de Morais, 800, Pinheiros, região oeste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3095-9526. Grátis. Dom.: 10h às 17h. Livre.  Visite o site para confirmar as informações.

 da Folha Online – Subprefeitura Pinheiros/Divulgação

 

E pra quem tá no Rio… Começou a Bienal do Livro! Vá até o site e informe-se! Não deixe de visitar!

 

Ciclo Cinema Corpo e Moda – Identidade de Nós Mesmos 27/08/2009

Último filme do ciclo foi o documentário Identidade de Nós Mesmos ou Anotações para Roupas e Cidades, de Wim Wenders.

 

yohji-1

 

Wim Wenders acompanha Yohji Yamamoto em seu atelier, durante as provas para a coleção que será apresentada em Paris. Seu processo criativo é exposto de maneira delicada, silenciosa. Nós e o documentarista somos quase testemunhas de um momento especial, que Yamomato nos deixa assistir.

Além, é claro, do grande assunto do filme — o processo criativo de Yamamoto — há muitas argumentações paralelas: as cidades e como elas influenciam o processo, a roupa e a imaginação; o olhar do documentarista e sua avaliação da imagem que produz; a roupa e a mulher que a veste.

Trata-se de um documentário, não de uma história com começo, meio e fim. Há argumentações, não narrativas. A única coisa que tem começo, meio e fim é a produção e o desfile do estilista em Paris. Perguntar-se sobre as semelhanças e diferenças entre Paris e Tóquio, o ato de documentar, a forma como se fotografa e filma, tudo é questionado pelo diretor/narrador.

Mas vamos falar de Yamamoto… Um artista, mesmo. Um universo inteiro. Ao começar a criar para a mulher européia, ele comenta sobre as diferenças de proporção em relação ao corpo da japonesa. Além da diferença física, outros aspectos relevantes para a criação são percebidos: as emoções, a geografia, os pensamentos, o modo de vida daquela outra mulher. É outro mundo.

O processo de criação começa com a escolha do material ou com a escolha da forma. Certas formas pedem certos materiais e certos materiais pedem uma determinada forma. Cores são texturas e emoções. Por isso ele só cria em cima do preto, que para ele traz emoções mais condensadas, como a junção de todas as cores. Depois ele escolhe a matiz que será feita a peça. Mas sua paleta possui poucas cores, geralmente muito preto, algum branco e toques de vermelho.

 

Yohji_Yamamoto_paris_fashion_week_fw09_1

Certas formas pedem certos materiais e certos materiais pedem uma determinada forma. Cores são texturas e emoções.

Repare no tecido estruturado do blazer e das formas drapeadas do vestido/casaco. À cada um, seu material.

 

Yohji gosta de ressaltar que é japonês mas não é apenas japonês. Suas roupas não tem nacionalidade. Seu estilo é a expressão de um sentimento. Por isso, é impossível copiá-lo. Sua linguagem é única e reconhecível. Ao criar uma roupa, ele busca descobrir a “essência” dela no processo de fabricação. Gosta de ser chamado de costureiro, gosta de se debruçar sobre os moldes, presta atenção nas costuras. Adora explorar as assimetrias: lembra que quando algo é simétrico, incomoda. O ser humano não é simétrico em suas emoções, em seus pensamentos e até mesmo em seu corpo. Suas peças de roupa são tão convidativas que ele gostaria que as pessoas “morassem” nelas e se identificassem a tal ponto que, se alguém visse o casaco de alguém jogado no chão, não diria “é o casaco do fulano” mas sim “é o fulano”.

 

jacket

Os pespontos, o preto e o branco e as assimetrias: marcas de Yamamoto.

 

Sobre estilo, ele deu uma aula: estilo pode ser uma prisão de repetições. Mas aceitar seu estilo te dá a chave para abrir essa prisão e tornar-se o guardião dela, deixando entrar somente o que você quer. Nesse aspecto, temos que pensar também no que passa e no que fica, o efêmero e o permanente. Vítimas do consumismo geralmente só enchem os armários de efemeridades, coisas que passarão, roupas que em nada se parecem com quem as comprou. O permanente é não apenas o clássico, mas algo prático, que dá a liberdade para quem o veste ser e exercer as funções que se propõe. Pessoas não deveriam consumir roupas, deveriam ser aquelas roupas. Claro que a moda movimenta o mundo. E moda não é apenas roupa: podem ser pessoas, filmes, livros, músicas e até mesmo prédios. E muitas vezes, moda também acomoda a necessidade: se você está morrendo de frio vai precisar de um casaco. Ele pode ser até assim ou assado, mas em primeiro lugar vem sua necessidade de não morrer de frio. Assim que as pessoas deveriam consumir. Consumindo tudo o que podem, acabam consumindo a vida e tudo que podem comprar como objetos, sem ter nem ao mesmo consciência desses objetos. No minuto em que estão na mão, já se tornam obsoletos. O consumista só quer o que ainda não tem, mesmo que já tenha muito. “Felicidade seria obrigar as pessoas a viverem de forma simples e sem comprar”, frase de Yamamoto que me soou como marketing, porque se todos obedecessem ele iria à falência. Mas concordo com a primeira parte: viver de forma simples também significa comprar menos e com mais consciência das suas necessidades.

 

yohji-yamamoto-fall-07

 

 

Reparem que em suas criações a mulher aparece sempre muito verticalizada, altiva, oferecendo um destaque para o colo e o rosto. Yamamoto significa “ao pé da montanha”. Talvez seja assim que Yohji se coloque: aos pés dessa mulher ativa, trabalhadora, executiva, guerreira. Mulheres como sua mãe, que o criou sozinha depois que seu pai morreu na guerra. Aliás, a guerra incomoda Yohji. “A guerra ainda não acabou dentro de mim”, diz ele. O sentimento de luto e de falta de futuro parece assombrá-lo e revoltá-lo. Mas ele sublima a guerra dessa forma: vivendo o presente, “desenhando o tempo”, vivendo na moda de forma atemporal e anti-glamurosa. “A simetria perfeita é feia. Precisamos quebrar, destruir um pouco”. Desconstruindo linhas, construindo sonhos. Assim segue Yamamoto.

 

Pra conhecer mais sobre o estilista, visite o site oficial. As fotos foram tiradas daqui, daqui, daqui e daqui. Essa menina é fã dos japoneses e escreve coisas lindas. Pra pensar muito.

 

Nota Importante: Esse artigo foi escrito baseado nas minhas anotações do encontro. São ideias coletadas por mim mas partilhadas por todos os que estiveram presentes. Para ver os palestrantes e seus currículos, clique aqui.

 

Obrigada ao pessoal da PUC-SP, por promover com tanto comprometimento e profissionalismo um evento com tanta qualidade. E também por me convidar! Até o próximo!

 

 

Ciclo Cinema, Corpo e Moda – A Duquesa 20/08/2009

Segundo filme dos encontros promovidos pela PUC-SP.

 

 

Pra saber um pouco do enredo, dá uma olhada aqui neste post que eu escrevi por ocasião do lançamento do filme na Inglaterra.

Impossível assistir esse filme sem pensar e considerar a parte histórica. E impossível não lembrar de Lady Diana Spencer, descendente da Duquesa do título e também vitimizada pelas circunstâncias e pelo peso da tradição da nobreza.

Mas vamos ao que interessa: figurino! Claro que o mais chama a atenção é o figurino da Duquesa. Rico, detalhado, inovador para a época, romântico e sedutor. A duquesa representa o poder do duque, o poder da posição dele na hierarquia real e na sociedade. A maioria das palestrantes chamou a atenção para esse fato: enquanto o duque se veste de maneira tão sóbria e tradicionalista, à duquesa cabe exercer a sedução. O poder dele vem do sangue e da posição; o dela, de quanto consegue seduzir.

 

arts_duchess_584

 

As roupas do duque são tradicionais, feitas de tecidos pesados e estruturados, como veludo e tafetá. Sua peruca não é tão empoada e seus movimentos, até por conta dos tecidos, são pequenos e discretos. Até sua voz é baixa. Sua movimentação também é pouca, oscilante, desconfortável. Tudo o que ele passa despercebido visualmente (e todas as habilidades sociais que ele não tem), ele se impõe no poder e na palavra. O que ele quer, acontece. Ele não precisa gritar, gesticular ou se expor. Sua “frieza” é tanta que na época comentava-se que todo o país era apaixonado pela sua esposa, menos ele. 

A duquesa, sua esposa, uma mulher tão cheia de enfeites e adornos, apenas demonstra visualmente o poder dele próprio que é, na verdade, o “dono” dela. Sua única função é ser esposa e providenciar um herdeiro homem. Mesmo sendo constantemente referenciada como “Imperatriz da Moda” e lançadora de tendências, saindo caricaturada nos jornais da época e constantemente exposta publicamente, na prática não tinha nenhum poder de decisão sobre sua vida.

Agora, pensando bem: se naquela época a mulher mostrava-se mais enfeitada e sedutora, porque demonstrava, na verdade, o poder de seu “dono”, porque a moda hoje foca muito mais a mulher? Eu acredito que agora porque ela escolhe demonstrar seu próprio poder através da roupa e não tem apenas a roupa para se expressar. Se hoje a mulher não tem dono e ela escolhe o que fazer, vestir, usar, talvez hoje, mais do que nunca, a moda seja um acessório de poder para as mulheres.

 

The_Duchess-2-Ralph_Fiennes 2008_the_duchess_006 large%20the%20duchess%20blu-ray12

 

Sua aparência e atitude contrastavam radicalmente com o homem que Georgiana amou, Charles Gray. Seus cabelos despenteados, sua roupa despojada, seus gestos grandes e sua energia em movimentar-se não apenas demonstram sua personalidade enérgica, mas seu desapego à tradição e sua vontade de mudança. Essa atitude também muda quando ele decide ajustar-se ao sistema, não brigar mais pelo seu amor e continuar jogando o jogo do poder, para chegar aonde quer: ser primeiro-ministro, o que ele acaba conseguindo.

 

keira_knightley_the_duchess_movi-1_0_0_0x0_450x675 theduchess4

 

Essa reflexão nos leva ao tema de discussão do encontro: o papel temático das pessoas no mundo. Todo sistema social é baseado em poderes e esse poder/posição social também pode ser demonstrado pela roupa hoje em dia, num movimento que começou após a revolução industrial da Inglaterra do séc. 19. A roupa definia, naquele momento, uma posição ou uma profissão e como o poder já era também determinado pelas posses, o que a pessoa podia comprar a definia. Nesse momento, também, as pessoas que tinham dinheiro começam  a usar tecidos e aviamentos mais caros, materiais que antes só a nobreza tinha acesso, não pelo preço, mas por que era essa a vestimenta que a definia. Dois séculos antes, por ser a sociedade tão estratificada e ligada à vínculos de sangue, a roupa era quase um uniforme: se era poderoso/nobre/religioso, tinha o direito de usar certas peças e tecidos. O valor de cada ser humano era definido pelo sangue. Dois séculos mais tarde, esse valor passou a ser definido pela riqueza.

A duquesa vive bem no período de transição (1757-1806) dessa fase, em plena Revolução Francesa, que mudará para sempre os valores em vários terrenos, inclusive no jeito de se vestir. A Inglaterra nesse período era vista como a terra da liberdade. Apropriadamente, uma das palestrantes chamou a atenção para a diferença dos jardins franceses – estruturados e organizadíssimos – para os ingleses – “acidentados”. Podemos tirar daí a metáfora de que nesses jardins “acidentados” coisas inesperadas podem acontecer, coisas que podem alterar a ‘normalidade’ das regras tradicionalmente estabelecidas e seguidas. Interessante notar também que as cenas em que Georgiana aparece livre, correndo, usando cores claras e roupas nem tão estruturadas, são justamente as cenas em que ela aparece no jardim. Assim como as crianças, símbolo do comportamento livre, sempre aparecem brincando ao ar livre.

 

keira-knightley-the-duchess-press-still_0_0_0x0_470x533the-duchess_l

the_duchess_14334ec4fe8aedef66_Duchess-Top

 

Essa cenografia e os quadros abertos representam a liberdade, a possibilidade dos ‘acidentes’, de descobrir os caminhos a medida em que se vai andando. Já as cenas internas tem quadros fechados, imagens quase em close, num clima sufocante que dá a impressão que a pessoa não tem espaço nem para abrir os braços. A luz abundante do exterior também faz um contraste com a penumbra do interior. Mesmo dentro de suas casas, estão sempre cercados de pessoas, sem privacidade, nem intimidade. A cenografia está focada em limites visuais. Esses limites visuais metaforizam o limite das emoções, do desejo, da felicidade e das escolhas.

 

60897_The_Duchess2_122_1062lo_0_0_0x0_420x281  The%20Duchess%20small keira-knightley-the-duchess-of-devonshirethe_duchess_main the-duchess THE DUCHESS feature_00350_the_eighteenth_century_look_from_the_duchess_1 article-0-0286D9DE00000578-480_468x475

 

A maioria das palestrantes abordou o contexto histórico, tanto das roupas quanto da arquitetura, do paisagismo e até do mobiliário, ressaltando as diferenças e semelhanças entre França e Inglaterra e suas grandes damas da moda: Maria Antonieta e Georgiana. Nesse sentido, o filme sobre Maria Antonieta quis focar muito mais esse aspecto visual e até conseguiu criar um estilo quase “usável” inspirado na nobre que morreu na guilhotina. Georgiana certamente estaria em todos os tabloides e revista de fofoca/moda se vivesse hoje. Sua descendente, Diana, esteve. A moda francesa desse período ainda é muito ligada à sedução, tanto para os homens quanto para as mulheres, que usam brocados, brilhos, volumes, maquiagem carregada (era moda colar “mosquinhas” no rosto para parecer pintas) e grandes perucas. Na Inglaterra, sendo a nobreza muito mais ligada ao campo e suas mansões do que à corte, a roupa tende a ser mais prática, menos brilhante, mas não menos elaborada. Apenas mais discreta se comparada à vestimenta dos que transitavam ao redor do Rei Sol e queriam ‘refletir o seu brilho’.

 

Pra relembrar Maria Antonieta, dá uma olhada aqui. Pra ver a matéria da Harpers Bazaar UK sobre A Duquesa, clique aqui. Veja mais fotos do filme na galeria abaixo.

 

Nota Importante: Esse artigo foi escrito baseado nas minhas anotações do encontro. São ideias coletadas por mim mas partilhadas por todos os que estiveram presentes. Para ver as palestrantes e seus currículos, clique aqui. As fotos deste artigo foram retiradas do Google Images e seus links permaneceram intactos. Portanto, querendo saber a fonte, passe o mouse sobre a imagem.

 

 

   a476becf121819160226175  duchess%205  SPX-015150 the_duchess3-708502 the-duchess_pair Screen-Style-The-Duchess_articleimage   the_duchess14          duchess8

 

 

 Semana que vem, o último filme… Identidade de Nós Mesmos ou Anotações para Roupas e Cidades, de Wim Wenders.

wim wenders

 

 

Meninas com Modas – Eu fui! 07/07/2009

mcm_logo

 

Gente, o encontro foi muito legal! O espaço era bonitinho e bem arrumado (dentro da loja da Shoestock em Moema), teve coffee com bem-casados, sorteios de brindes e mimos da Nivea e da Shoestock pra todo mundo! Com certeza irei nos próximos! O mais legal foi mesmo a palestra com a Carmen, consultora de moda.

Dentre as coisas mais legais que ela falou, quero destacar duas:

  1. Moda é informação – As peças que você usa, do jeito que usa, falam por você que tipo de informação e conhecimento sobre moda você tem. Mas importante do que saber é saber adequar. Não tem muito sentido você ter toda uma informação pra um grupo de pessoas que não compartilha os mesmos conhecimentos. Ou seja, de antenada, você vai passar a ser esquisita. A informação de moda serve pra gente usar o que existe a nosso favor e saber como transitar pelos diversos campos de informação. Ou seja, a gente se veste também pelo outro e para a ocasião/lugar. Isso não significa absolutamente que você deve abrir mão do seu estilo e do que você considera bonito. Mas saber o que vai agradar num determinado ambiente e ainda conseguir ser fiel ao seu estilo é uma arte.
  2. Saber segurar uma roupa pode ser mais importante do que seu tipo de corpo – Você já deve ter visto alguém que veste uma peça polêmica (como uma saruel ou um par de polainas) e passa uma naturalidade tamanha que aquilo deixa de ser polêmico no corpo daquela pessoa? Pois é, isso existe. Tem gente que sabe “carregar” uma roupa de corte diferente, cor estranha e até modelagem considerada deformada de corpo. Isso tem a ver com personalidade, com não se importar em chamar a atenção e, principalmente, ter estilo e brilho próprios. Se você ama botas de cano alto mas tem pernas curtas, sua postura e atitude vão influenciar mais no resultado do que o aspecto físico.

.

Pra quem quer ver tudinho, o vídeo completo tá aqui. Fotos e posts sobre o evento no Blog byMK, no Moda para Usar, no Achados de Moda e no Bazar Pop. A Ana, leitora fofíssima do blog, me reconheceu das fotos e veio me cumprimentar! Já tá no favoritos! Ela também fez um post completíssimo sobre o evento! Clica aqui pra ler!

.

E o pessoal gostou tanto do meu look que eu fiz um mini-desfile! Morrendo de vergonha, obviamente! Mostro aqui:

 

IMG_7627 IMG_7626b

Bata de musseline feita sob medida

Segunda pele preta por baixo muuito antiga

Wet legging Collins

Pulseira presente da Vogue Espanha

Unhas azuis com o truque que eu ensinei aqui

Sapatos de veludo muuito antigos e muuito lindos!

.

Tem mais fotos no FLICKR!

 

 

 

 
Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 171 outros seguidores