Feira de Artes e Artesanato Omaguás expõe cerâmica, roupas, brinquedos e acessórios
Há sete anos, a praça dos Omaguás, na região oeste de São Paulo, hospeda uma feira de artes e artesanato que reúne trabalhos variados de 70 artesãos. Lembra do post que eu fiz, contando as histórias desses artesãos? Para celebrar a data, o local promove atrações especiais, que vão até 27 de setembro, aos domingos. Imperdível!
Além de reunirem sua arte, os expositores contarão suas histórias e a da feira na programação especial de setembro. Suas observações serão intercaladas a espetáculos musicais, teatrais e circenses.
No próximo domingo (13), às 11h, quem assume o anfiteatro do espaço é o Conjunto Retratos, com repertório de choro. Às 14h, a Orquestra de Violões se apresenta, com regência de Luis Stelzer. Uma semana depois, em 20 de setembro, a Cia. Circolando comanda a festa, às 11h, com o espetáculo “Caixa de Surpresa”. Já às 14h30, os Comparsas do Nogueira apresentam jazz instrumental ao público presente.
Feira de Artes e Artesanato Omaguás – av. Pedroso de Morais, 800, Pinheiros, região oeste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3095-9526. Grátis. Dom.: 10h às 17h. Livre. Visite o site para confirmar as informações.
da Folha Online – Subprefeitura Pinheiros/Divulgação
E pra quem tá no Rio…Começou a Bienal do Livro! Vá até o site e informe-se! Não deixe de visitar!
Tem coisa mais gostosa que enfeitar a casa? Se for com tricô, fica tudo bem mais macio e aconchegante! Pra quem tá começando, é muito fácil fazer almofadas e mantas: é só escolher um ponto, fazer dois retângulos/quadrados e costurar as laterais! Para quem gosta de almofada com forro solto, pode fechar com botões. Se quiser colocar um zíper, é só fazer um retângulo de tricô e a parte de trás em tecido, pra não correr o risco do tricô não conseguir segurar o zíper.
Detalhes preciosos: botões e franjinhas. As fotos das almofadas coloridas são daqui.
Importante!! Eu sem querer apaguei o arquivo com os créditos das fotos das almofadas brancas!! Se a dona dessas belezinhas, ou alguém que a conhece, passar por aqui e reconhecer, por favor, me ajude a dar os devidos créditos e elogios!!
Para fazer as minhas “balinhas”, fiz um grande retângulo em ponto tricô. Comecei e acabei com 10cm de ponto meia e passa-fita (1t., 1 laç., 2 p.j.t.) pra fazer o laço franzido. Usei fita de gorgurão para amarrar. Essa lã é da Aslan e se chama Patagônia. É ótima pra fazer peças decorativas porque não é muito felpuda e é bem resistente, além de já ser trabalhada. Infelizmente, já saiu de linha.
A Pingouin também disponibilizou no seu site uma receita facílima com o fio Paratapete de uma manta que vai enfeitar seu sofá:
Segundo filme dos encontros promovidos pela PUC-SP.
Pra saber um pouco do enredo, dá uma olhada aqui neste post que eu escrevi por ocasião do lançamento do filme na Inglaterra.
Impossível assistir esse filme sem pensar e considerar a parte histórica. E impossível não lembrar de Lady Diana Spencer, descendente da Duquesa do título e também vitimizada pelas circunstâncias e pelo peso da tradição da nobreza.
Mas vamos ao que interessa: figurino! Claro que o mais chama a atenção é o figurino da Duquesa. Rico, detalhado, inovador para a época, romântico e sedutor. A duquesa representa o poder do duque, o poder da posição dele na hierarquia real e na sociedade. A maioria das palestrantes chamou a atenção para esse fato: enquanto o duque se veste de maneira tão sóbria e tradicionalista, à duquesa cabe exercer a sedução. O poder dele vem do sangue e da posição; o dela, de quanto consegue seduzir.
As roupas do duque são tradicionais, feitas de tecidos pesados e estruturados, como veludo e tafetá. Sua peruca não é tão empoada e seus movimentos, até por conta dos tecidos, são pequenos e discretos. Até sua voz é baixa. Sua movimentação também é pouca, oscilante, desconfortável. Tudo o que ele passa despercebido visualmente (e todas as habilidades sociais que ele não tem), ele se impõe no poder e na palavra. O que ele quer, acontece. Ele não precisa gritar, gesticular ou se expor. Sua “frieza” é tanta que na época comentava-se que todo o país era apaixonado pela sua esposa, menos ele.
A duquesa, sua esposa, uma mulher tão cheia de enfeites e adornos, apenas demonstra visualmente o poder dele próprio que é, na verdade, o “dono” dela. Sua única função é ser esposa e providenciar um herdeiro homem. Mesmo sendo constantemente referenciada como “Imperatriz da Moda” e lançadora de tendências, saindo caricaturada nos jornais da época e constantemente exposta publicamente, na prática não tinha nenhum poder de decisão sobre sua vida.
Agora, pensando bem: se naquela época a mulher mostrava-se mais enfeitada e sedutora, porque demonstrava, na verdade, o poder de seu “dono”, porque a moda hoje foca muito mais a mulher? Eu acredito que agora porque ela escolhe demonstrar seu próprio poder através da roupa e não tem apenas a roupa para se expressar. Se hoje a mulher não tem dono e ela escolhe o que fazer, vestir, usar, talvez hoje, mais do que nunca, a moda seja um acessório de poder para as mulheres.
Sua aparência e atitude contrastavam radicalmente com o homem que Georgiana amou, Charles Gray. Seus cabelos despenteados, sua roupa despojada, seus gestos grandes e sua energia em movimentar-se não apenas demonstram sua personalidade enérgica, mas seu desapego à tradição e sua vontade de mudança. Essa atitude também muda quando ele decide ajustar-se ao sistema, não brigar mais pelo seu amor e continuar jogando o jogo do poder, para chegar aonde quer: ser primeiro-ministro, o que ele acaba conseguindo.
Essa reflexão nos leva ao tema de discussão do encontro: o papel temático das pessoas no mundo. Todo sistema social é baseado em poderes e esse poder/posição social também pode ser demonstrado pela roupa hoje em dia, num movimento que começou após a revolução industrial da Inglaterra do séc. 19. A roupa definia, naquele momento, uma posição ou uma profissão e como o poder já era também determinado pelas posses, o que a pessoa podia comprar a definia. Nesse momento, também, as pessoas que tinham dinheiro começam a usar tecidos e aviamentos mais caros, materiais que antes só a nobreza tinha acesso, não pelo preço, mas por que era essa a vestimenta que a definia. Dois séculos antes, por ser a sociedade tão estratificada e ligada à vínculos de sangue, a roupa era quase um uniforme: se era poderoso/nobre/religioso, tinha o direito de usar certas peças e tecidos. O valor de cada ser humano era definido pelo sangue. Dois séculos mais tarde, esse valor passou a ser definido pela riqueza.
A duquesa vive bem no período de transição (1757-1806) dessa fase, em plena Revolução Francesa, que mudará para sempre os valores em vários terrenos, inclusive no jeito de se vestir. A Inglaterra nesse período era vista como a terra da liberdade. Apropriadamente, uma das palestrantes chamou a atenção para a diferença dos jardins franceses – estruturados e organizadíssimos – para os ingleses – “acidentados”. Podemos tirar daí a metáfora de que nesses jardins “acidentados” coisas inesperadas podem acontecer, coisas que podem alterar a ‘normalidade’ das regras tradicionalmente estabelecidas e seguidas. Interessante notar também que as cenas em que Georgiana aparece livre, correndo, usando cores claras e roupas nem tão estruturadas, são justamente as cenas em que ela aparece no jardim. Assim como as crianças, símbolo do comportamento livre, sempre aparecem brincando ao ar livre.
Essa cenografia e os quadros abertos representam a liberdade, a possibilidade dos ‘acidentes’, de descobrir os caminhos a medida em que se vai andando. Já as cenas internas tem quadros fechados, imagens quase em close, num clima sufocante que dá a impressão que a pessoa não tem espaço nem para abrir os braços. A luz abundante do exterior também faz um contraste com a penumbra do interior. Mesmo dentro de suas casas, estão sempre cercados de pessoas, sem privacidade, nem intimidade. A cenografia está focada em limites visuais. Esses limites visuais metaforizam o limite das emoções, do desejo, da felicidade e das escolhas.
A maioria das palestrantes abordou o contexto histórico, tanto das roupas quanto da arquitetura, do paisagismo e até do mobiliário, ressaltando as diferenças e semelhanças entre França e Inglaterra e suas grandes damas da moda: Maria Antonieta e Georgiana. Nesse sentido, o filme sobre Maria Antonieta quis focar muito mais esse aspecto visual e até conseguiu criar um estilo quase “usável” inspirado na nobre que morreu na guilhotina. Georgiana certamente estaria em todos os tabloides e revista de fofoca/moda se vivesse hoje. Sua descendente, Diana, esteve. A moda francesa desse período ainda é muito ligada à sedução, tanto para os homens quanto para as mulheres, que usam brocados, brilhos, volumes, maquiagem carregada (era moda colar “mosquinhas” no rosto para parecer pintas) e grandes perucas. Na Inglaterra, sendo a nobreza muito mais ligada ao campo e suas mansões do que à corte, a roupa tende a ser mais prática, menos brilhante, mas não menos elaborada. Apenas mais discreta se comparada à vestimenta dos que transitavam ao redor do Rei Sol e queriam ‘refletir o seu brilho’.
Pra relembrar Maria Antonieta, dá uma olhada aqui. Pra ver a matéria da Harpers Bazaar UK sobre A Duquesa, clique aqui. Veja mais fotos do filme na galeria abaixo.
Nota Importante: Esse artigo foi escrito baseado nas minhas anotações do encontro. São ideias coletadas por mim mas partilhadas por todos os que estiveram presentes. Para ver as palestrantes e seus currículos, clique aqui. As fotos deste artigo foram retiradas do Google Images e seus links permaneceram intactos. Portanto, querendo saber a fonte, passe o mouse sobre a imagem.
Semana que vem, o último filme… Identidade de Nós Mesmos ou Anotações para Roupas e Cidades, de Wim Wenders.
Uma coisa muito comum na Europa começa a acontecer por aqui, em lojas de decoração: usar referências, inspirações ou até mesmo apropriar-se de imagens consagradas de arte e artistas da História da Arte e usá-las em objetos decorativos. Desde móveis, tecidos ou pequenas peças, encontramos as referências transformadas por seus novos suportes, dando graça ao ambiente e, principalmente, enchendo nosso espaço de personalidade. Infelizmente, isso acaba acontecendo em lojas de vanguarda, bacaninhas ou que tem como nicho de mercado um público com condição social privilegiada. Não seria ótimo se a arte, o conhecimento da arte e as referências que elas carregam estivessem bem mais acessíveis? Objetos belos e caros, que podem servir de inspiração para colocar um pouco da genialidade desses artistas que mudaram a representação da realidade dentro da nossa casa.
A internet é o mundo, né? Nada melhor do que dar uma voltinha por aí, aprender, se divertir, se engajar e curtir o final de semana!
Já pensou escrever um blog só sobre botões?? Isso mesmo!! Parece que o assunto não dá pra nada, mas é surpreendente!! O Button Candy é um blog dedicado aos botões! Tem vintage, tem customizado, tem feito à mão, tem forrado… Assunto é o que não falta! E as fotos são lindas…
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Ela é mãe, canadense, apaixonada po tricô, balé e anos 70. Quer mais?? As fotos são lindas e o texto, pura poesia. Vai lá ver o Stay Fancy Free
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Quer salvar as baleias mandando um recado pro primeiro ministro do Japão? O Greenpeace te dá essa chance. Você cria uma baleia de origami, escreve uma mensagem e coloca sua baleia no mar, a caminho do Japão, junto com mais de 100 mil outras baleias que já estão a caminho. Depois você pode ir acompanhando o trajeto de sua baleia pelo site… O projeto é lindo demais e funciona com um abaixo-assinado internacional. Vai lá soltar a sua baleia! Eu já soltei a minha…
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E depois de ficar tanto tempo na frente do computador, levante-se e vá dançar ao som de Michael Jackson! Este vídeo ensina a fazer o Moonwalk! Eu já aprendi mas precisa treinar muuito pra sair “fluente”!
Esta semana acontece o dia dos namorados. Todo mundo sabe que é um dia inventado pelos comerciantes para encherem um pouco o caixa entre o dia das mães e o dia dos pais (com propósitos idênticos). Então, ao invés de gastar dinheiro e dar um presente caro, que talvez signifique pouco, que tal colocar suas mãozinhas para trabalhar e fazer um mimo que significará muito? Essas são as sugestões fofas e fáceis da Manequim:
CAPA DE TECIDO PRA CADERNO OU ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS
Material
• cola branca e tesoura
• caneta ou lápis
• 1 folha de papel kraft
• 1 folha de papelão pardo
• 30 cm de tecido estampado
• 10 cm de tecido morim
• 1/ 2 folha de papel A1 colorido
• 1 bloco de papel de 50 folhas
Como Fazer
1. No papel kraft, corte um retângulo de 33,5 cm x 24,5 cm.
Em seguida, risque as estruturas do caderninho, indicadas na figura 1. Deixe 1,5 cm em toda a lateral para mais tarde colar o acabamento do tecido. Corte também as quinas, pois isso facilitará as dobras
do acabamento.
2. Corte no tecido estampado outro retângulo de 38 x 27,5 cm e cole-o sobre o retângulo de papel. Fique atenta para fixar o tecido na parte lisa do papel.
3. Enquanto espera a peça secar, corte as estruturas do caderno no papelão pardo. Ao todo são três peças: os versos da capa, da contracapa e o da lombada.
As medidas estão indicadas na figura ao lado.
4. Cole as três estruturas do passo acima sobre as riscas de caneta do retângulo. Depois, dobre para dentro as laterais do tecido, que ficaram para fora, e cole-as, fazendo o acabamento.
5. Depois de ter encapado o caderno, cole sobre a lombada um pedaço de tecido morim. Por reter a cola, ele ajuda a fixar a encadernação. Na seqüência, corte dois pedaços de papel A1 colorido (nas medidas dos versos do caderno), dobre-os ao meio e cole em cada um dos versos.
6. Depois que colou as folhas coloridas, finalize com a encadernação. Cole o bloco de folhas (compre um que seja compatível com o tamanho do caderno) sobre a lombada.Deixe secar e o caderno
estará pronto.
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MÓBILE DE CORAÇÃO
Material
- TNT (6 quadrados de 20 x 20 cm)
- Floquinhos de espuma
- Tiras de lycra com 3,5 cm x 1,40 m
- Linha de náilon
- Contas variadas (miçangas, cristais, pérolas…)
- 1 pingente (pode ser um coraçãozinho de plástico, uma gota de cristal…)
Como fazer
1. Dê um nó (ou mais de um, se necessário) na linha de náilon antes de começar a enfiar as contas. Use uma agulha para facilitar o trabalho. Prepare três fios com 17 cm de comprimento cada um.
2. Desenhe sobre o TNT dois corações com cerca de 16 x 16 cm. Recorte-os e coloque um sobre o outro. Costure à volta toda, deixando uma abertura. Desvire para que a costura fique na parte interna. Encha com a espuma e costure a abertura à mão. Franza as tiras de lycra e aplique-as sobre o coração até ele ficar todo coberto.
3. Para montar o móbile, costure as cordas de contas nas partes superior e inferior de cada coração. Na ponta da primeira corda, prenda uma argola. Na da última, pendure
o pingente para dar um charme ao acabamento.
Sei que há uma menina que mora em mim. Ela gosta de flores e cores e não tem vergonha de parecer ingênua. Às vezes me arrependo e sinto saudade e às vezes acho que sou a pessoa mais sortuda do mundo. Estou escrevendo para compartilhar minhas idéias sobre estilo, modo de vida e como encontrar o equilíbrio todos os dias, além de refletir sobre meio ambiente, sustentabilidade e bem-estar.
Sou formada em Letras e pós-graduada em história da arte. Trabalho com tradução e crítica literária. Para conhecer meu trabalho, acesse: http://editoralista.wordpress.com/