Ganhei de aniversário do UOL um almoço no restaurante indiano Delhi Palace. Acho essas ações de marketing bem legais porque acredito que de outra forma não iria para o restaurante. Adoro comida indiana e frequento muito o Tandoor mas sempre ouvi falar que o Delhi Palace era caro, coisa e tal. Antes que pensem que eu ganhei para escrever este post, já vou falando que não faço jabá e só falo do que provei e aprovei!
Tudo bem, a média por pessoa é R$60, mas… vale cada centavo! Pra começar, difícil não notar a fachada indiana no meio de uma das avenidas mais movimentadas de SP! Por dentro, o restaurante é lindamente decorado, um ambiente bem típico. Tem um teto alto e é bem ventilado, tem dois andares e muitas mesas. Engraçada a sensação: quando se pisa lá dentro, dá mesmo a impressão de ter ido para a Índia! Uma tv enorme passa vídeos de música indiana a um volume agradável e os garçons estão vestidos à carater. Fica vizinho a uma loja de artigos indianos como roupas, peças de decoração e mobiliário.
Começamos com o couvert: pão naan (pão finíssimo feito no forno tandoor), molhos indianos (chutneys) e samosas. E, claro, lassi, a bebida batida com iogurte que se torna indispensável na refeição, para acalmar o forte tempero à base de páprica picante, garam massala e pimenta.
O tempero estava suave e marcante, os molhos todos uma delícia! Só tem que tomar cuidado com esse molho de pimenta bem no meio… não é para iniciantes! O chutney de maçã é um sonho de tão bom! O lassi veio geladinho…
Eu escolhi o Saag Jhinga, um prato de camarões grandes ao molho curry com espinafre, e seu George escolheu o Forbidden Luxury, medalhões de filé mignon com molho de maçã e champignon, cozidos no creme de leite. Pra acompanhar, Alu Paratha, pão indiano com recheio de purê de batata, cebola e coentro fresco.
A comida estava tão deliciosa que não sobrou espaço pra sobremesa. Infelizmente, porque opções não faltavam…
Então, se você quiser fazer alguma coisa diferente neste final de semana, eu recomendo! E se você não estiver em São Paulo ou no Brasil, tente fazer alguma coisa nova, comer um sabor que nunca experimentou antes, vestir uma roupa que faz tempo que enfeita o armário!
Nesta semana, o blog ultrapassou a marca de 1 MILHÃO DE ACESSOS! Fiquei muito feliz por ter alcançado tanta gente e (espero) ajudado todas essas pessoas a pensar um pouco sobre consumo, bem-estar e gentileza, além, claro, de despertar o artista que estava dormindo ali dentro! Tantas pessoas queridas me escreveram dizendo que nunca teriam feito algum artesanato ou alguma customização, se não fosse por sugestão e incentivo deste espaço. Por isso, fico grata! Além, é claro, das amigas e amigos verdadeiros e queridos que ganhei por aqui! Presente muito maior do que eu poderia imaginar!
Pra comemorar essa data querida, sugiro um macarrãozinho gostoso e fácil de fazer! Olha só:
Espaguete com cogumelos e alho-poró
Para 250g de espaguete, corte em tirinhas finas uma cabeça de alho-poró (aproveite tudo, desde a parte verde), uma pimenta vermelha fresca e 100g de cogumelos tipo champignon (será que escrevi certo??).
Quando o macarrão estiver pronto, coloque numa frigideira grande ou numa wok um pouco de azeite e a pimenta. Espere o azeite esquentar e a pimenta murchar só um pouquinho e jogue o alho-poró. Mexendo sempre, tempere com sal e quando o alho-poró já estiver bem verdinho e macio, jogue o cogumelo. Mexa por uns 2 minutos e desligue o fogo. Jogue o macarrão escorrido sobre o molho e incorpore-o à massa. Pronto! Se precisar, jogue um pouquinho mais de azeite.
Pulo do gato: não use óleo para preparar o macarrão, apenas sal. Para não grudar, depois que estiver pronto, coloque-o numa peneira e regue com um pouco de água fria. A água impede que ele grude e ele pode esperar o tempo que for, sem óleo e sem azeite!
Sugestão de trilha sonora, afinal, é macarrão e comemoração…
O Modices publicou um Guia de Conservação de roupas muito útil, explicando todos os símbolos que a gente encontra nas etiquetas e dando dicas pra lavar e limpar nossas queridas peças.
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Acontece nesta semana o Fashion Downtown, uma semana de moda no centro de São Paulo. O Fashion Downtown não cria um “conceito” de moda, ele cria uma “identificação” de moda, expõe ao público a moda das ruas, a moda do dia-a-dia, a moda da oportunidade, enfim a moda das vitrines acessível a qualquer pessoa naquele momento. Pra quem não vai/tá longe, assista os desfiles on-line.
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O canal de notícias do Yahoo Brasil publicou uma matéria sobre Blogs de Wardrobe Remix, aqui e na gringa, com links pra conhecer o espaço de meninas fashionistas.
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O site Signature 9 fez uma lista com os 99 blogs de moda mais influentes do mundo. Só tem um brasileiro na lista, o da Erika Palomino. Clica lá pra ver os outros!
Semana que vem começa o Restaurante Week, em São Paulo. Trata-se do maior evento gastronômico do mundo, que surgiu há 17 anos em Nova Iorque e acontece em mais de 100 cidades, em vários países. São Paulo é reconhecida internacionalmente pela sua gastronomia: abriga excelentes restaurantes, onde podemos apreciar o melhor da culinária mundial.
De 31 de agosto a 13 de setembro acontece a 5ª edição paulistana do evento.
São 202 restaurantes participantes que aceitaram o desafio de criarem menus especiais a valores populares. Os menus são compostos por uma entrada, um prato principal e uma sobremesa com valores fixos para todos os restaurantes: R$ 27,50 no almoço e R$ 39,00 no jantar.
Em homenagem ao Ano da França no Brasil, alguns dos restaurantes participantes da edição de inverno do SPRW também prepararam pratos para você degustar o melhor da culinária francesa.
O objetivo do SPRW, além de democratizar o acesso à alta gastronomia, é contribuir socialmente: em todos os menus é acrescido R$ 1, destinado à Fundação Ação Criança.
Por isso, visitar os restaurantes durante o período do evento é uma ótima oportunidade para conhecer os melhores restaurantes da cidade e contribuir socialmente.
Vale a pena conferir os menus que os restaurantes da capital mundial da gastronomia oferecem para o maior evento gastronômico do mundo!
Confira todos os restaurantes participantes e os cardápios no site oficial. Aproveite o final de semana pra traçar seu roteiro e bom apetite!!
Uma das melhores coisas de morar em São Paulo é ter a oportunidade de comer em bons restaurantes. Como a concorrência é braba, o público exigente e a cidade enorme, muitos restaurantes bons acabam sendo baratos e servindo porções fartas, o que é interessantíssimo para nós!
Um dos meus preferidos é um que fica aqui na Vila Madalena, o Cordel. Especializado em comida nordestina, tem um ambiente super gostoso, arejado e colorido, decoração esmerada e bem-humorada (os menus são cartões arrematados com chita) e atendimento atencioso. Já fui várias vezes, mas o imperdível mesmo é o almoço executivo (de segunda a sexta) que custa apenas R$14,90 e as sobremesas de-li-ci-o-sas!
Olha as fotos:
Entrada: salada e bolinho de macaxera
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Peixe à milanesa, com purê de banana
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Pra acompanhar tudo, pimenta biquinho
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Arroz, feijão e farofa
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Filé de Tilápia na manteiga, acompanhado de batata rústica
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Bolo quente de nozes com sorvete de nata
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Torta morna de banana com sorvete de creme
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Bombinha de castanhas
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Tapioca
E lá, também, você pode comprar livrinhos de cordel. A literatura de cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome que vem lá de Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes. No Nordeste do Brasil, herdamos o nome (embora o povo chame esta manifestação de folheto), mas a tradição do barbante não perpetuou. Ou seja, o folheto brasileiro poderia ou não estar exposto em barbantes. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores. (fonte: Wikipedia)
fonte: http://www.portalibahia.com.br/
Livrinhos de cordel pendurados no varal.
fonte: www.diaadiaeducacao.pr.gov.br
Xilogravura de tema recorrente de cordel
E pra entrar no clima, tem que ouvir um repente! Olha que genial: os violeiros poetas recebem um tema e fazem uma música na hora! É lindo!!! Assista…
Atendendo a pedidos (e algumas ameaças, ehehe, né, Dani?), estou postando aqui uma sugestão de almoço ou jantar diferente, com um toque oriental! Aproveite o final de semana e faça uma coisa diferente!
Vamos lá às receitinhas e depois, pra acompanhar a refeição, uma sugestão de trilha sonora!
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TOFU COM PIMENTÃO
Como vocês já sabem, eu não como carne. Então, tenho que usar minha criatividade na hora de preparar minha comida senão como sempre a mesma coisa. Tofu é uma coisa legal porque cabe em muitos pratos, pode ser feito de qualquer jeito (frito, cozido, ensopado…) e, geralmente, pega o gosto dos ingredientes que você coloca junto. Então vamos lá:
Corte uns 400g de tofu em cubinhos de 2cm x 2cm
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Faça um molhinho com 2 col. (sopa) de shoyu, 1 col. (sopa) de gengibre em tiras, sal e pimenta a gosto, e distribua uniformemente sobre o tofu. Coloque na geladeira (isso facilita a absorção).
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Corte 2 pimentões em tiras finas. Eu só usei o verde, mas você pode usar um verde e um vermelho.
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Pique 4 dentes de alho bem picadinho. O truque pra picar é o seguinte: coloque uma faca larga de lado e esmague o dente contra a tábua. Depois vá batendo a lâmina sobre ele, segurando o cabo fixo na tábua e só mexendo a ponta. Será que deu pra entender? Um lado fica parado e o outro se mexe numa curva. Dá super certo.
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Aqueça um pouco de óleo numa panela wok e deixe esquentar bem. Coloque o alho e mexa um pouquinho, mas não deixe dourar. Tire o tofu da geladeira e leve direto pra wok. Com o “susto”, o tofu adquire uma coloração dourada. Frite uns 3 minutos e depois jogue o pimentão. Frite por mais quatro minutos. Desligue o fogo e jogue umas 10 gotinhas de óleo de gergelim e umas 2 col. (sopa) de cebolinha picada. Tampe.
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Enquanto isso, faça o macarrão. Esse é Udon, um macarrão de farinha muito branca, tipo talharini (chatinho). Mas você pode também usar macarrão para Yakissoba (a diferença é que nesse vai ovo e ele é bem amarelo). Como não vai azeite, a dica pra não deixar o macarrão grudar é: depois de pronto, ponha numa peneira e passe na água fria. Ele fica soltinho.
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Coloque o macarrão na tigela e o tofu por cima, assim o caldinho do tofu vai saborizando o macarrão. O óleo de gergelim e a cebolinha servem para aromatizar. Por isso, quando você fecha a panela logo depois de colocá-los, quando você abrir vai sair um aroma muito gostoso. O tempo certo de maturação é o tempo do macarrão (uns 6 minutos). Bom apetite!!
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Ah, pra beber, acompanha chá de jasmim. As folhas mesmo, não os de saquinho. O chá é dourado e servido bem quente e sem açúcar.
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Pra comer ouvindo e vendo:
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ENSOPADO DE TOFU COM ALGAS E COGUMELOS
Esta receita é pra quem não tem medo do novo. Os ingredientes podem ser encontrados em lojas de produtos orientais. Vai sem medo!!
Pegue uma folha de alga Kombu, corte ao meio e deixe hidratar por uns 15 minutos em água morna. Não jogue fora a água. Corte a alga em tiras finas.
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Hidrate, também com água morna por uns 15 minutos, o cogumelo Orelha-de-Pau (1ª foto) cortado em tiras (ou inteiro), a alga Wakame (2ª foto) e o cogumelo Shitake (4ª foto), todos em pequenas porções. Corte em tiras finas os que estiverem inteiros depois de hidratados. Com o Cogumelo do Sol (3ª foto), faça assim: ferva essa pequena porção em 1 litro de água. Quando subir a espuma, desligue, espere esfriar e corte em pedacinhos. Não jogue fora a água de nenhum deles.
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Não se assuste! O Cogumelo do Sol é mesmo bem pretinho por dentro!
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Corte uns 400g de tofu e ferva em 1 litro de água por dez minutos numa panela grande.
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Depois de 10 minutos, jogue um pacotinho de Hondashi (caldo de peixe) por cima do tofu e espalhe. A cada quatro minutos, vá jogando os outros ingredientes (e a água de cada um) na seguinte ordem: Kombu, Shitake, Orelha-de-Pau e Cogumelo do Sol. Desligue quatro minutos após jogar o Cogumelo do Sol. Jogue a Wakame e misture.
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Para dar mais sabor ao caldo, jogue 1 col. (sopa) de camarões secos. Dica pra comprar esse ingrediente: eles tem que ser bem pequeninos e bem vermelhinhos. Tampe a panela e aguarde uns 5 minutos.
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Está pronto seu ensopado chinês! Se quiser, pode comer com arroz ou harusame (macarrão branco de feijão verde), mas sozinha já é muito completa e tem muita proteína! Boa para esquentar num dia frio.
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Pra comer ouvindo música orquestrada com aquarelas de inspiração taoísta:
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GELATINA DE AMORAS
Claro que não podia faltar a sobremesa! No caso da sopa, essa sobremesa não combina muito e seria legal fazer as famosas frutas carameladas (banana ou maçã). Mas não estava a fim de fazer frituras então passo essa outra receita, bem mais fácil e super refrescante!
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Numa tigela pequena, coloque 1 pacotinho de gelatina em pó sem sabor e hidrate com 1/2 copo de água. Numa panela, coloque 1/2 copo de água, 1 copo de leite, 1/2 copo de açúcar e, mexendo sempre, leve ao fogo brando até o açúcar dissolver completamente. Tire do fogo, junte a gelatina já amolecida, 1/2 colher de chá de essência de amendôas e misture bem. Despeje numa forma e deixe na geladeira por 30 minutos ou até firmar. Fica gostoso se, na hora de servir, você cortar em quadradinhos e misturar com frutas refrescantes, como kiwi ou lichia. Para dar um contraste com o macio da gelatina, coloque amêndoas raladas por cima.
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Esta é pra comer ouvindo uma música tradicional cantada muito delicada, que fala de amor:
Sei que há uma menina que mora em mim. Ela gosta de flores e cores e não tem vergonha de parecer ingênua. Às vezes me arrependo e sinto saudade e às vezes acho que sou a pessoa mais sortuda do mundo. Estou escrevendo para compartilhar minhas idéias sobre estilo, modo de vida e como encontrar o equilíbrio todos os dias, além de refletir sobre meio ambiente, sustentabilidade e bem-estar.
Sou formada em Letras e pós-graduada em história da arte. Trabalho com tradução e crítica literária. Para conhecer meu trabalho, acesse: http://editoralista.wordpress.com/