Renata Batata

Moda, customização, beleza e bem-estar

Bem-Vestida Por Menos de R$100 – 50 31/08/2009

 

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Bata Renner – R$9,90

Colar Katmandu – R$10

Pulseiras de semente de açaí da Feira Mundial do Artesanato – R$6

Pulseira com contas de madeira vermelha feita por mim há muuito tempo

Calça M.Officer muuito antiga

Sapatilhas Moleca – R$20

Bolsa presente da Vogue España

 

TOTAL – R$45,90

 

 

Pra começar a semana que vem comendo bem 28/08/2009

Filed under: Bem-estar,culinária,evento — renatabatata @ 8:00 am
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Semana que vem começa o Restaurante Week, em São Paulo. Trata-se do maior evento gastronômico do mundo, que surgiu há 17 anos em Nova Iorque e acontece em mais de 100 cidades, em vários países. São Paulo é reconhecida internacionalmente pela sua gastronomia: abriga excelentes restaurantes, onde podemos apreciar o melhor da culinária mundial.

De 31 de agosto a 13 de setembro acontece a 5ª edição paulistana do evento. 

São 202 restaurantes participantes que aceitaram o desafio de criarem menus especiais a valores populares. Os menus são compostos por uma entrada, um prato principal e uma sobremesa com valores fixos para todos os restaurantes: R$ 27,50 no almoço e R$ 39,00 no jantar.

Em homenagem ao Ano da França no Brasil, alguns dos restaurantes participantes da edição de inverno do SPRW também prepararam pratos para você degustar o melhor da culinária francesa.

O objetivo do SPRW, além de democratizar o acesso à alta gastronomia, é contribuir socialmente: em todos os menus é acrescido R$ 1, destinado à Fundação Ação Criança.

Por isso, visitar os restaurantes durante o período do evento é uma ótima oportunidade para conhecer os melhores restaurantes da cidade e contribuir socialmente.

Vale a pena conferir os menus que os restaurantes da capital mundial da gastronomia oferecem para o maior evento gastronômico do mundo!

Confira todos os restaurantes participantes e os cardápios no site oficial. Aproveite o final de semana pra traçar seu roteiro e bom apetite!!

 

Ciclo Cinema Corpo e Moda – Identidade de Nós Mesmos 27/08/2009

Último filme do ciclo foi o documentário Identidade de Nós Mesmos ou Anotações para Roupas e Cidades, de Wim Wenders.

 

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Wim Wenders acompanha Yohji Yamamoto em seu atelier, durante as provas para a coleção que será apresentada em Paris. Seu processo criativo é exposto de maneira delicada, silenciosa. Nós e o documentarista somos quase testemunhas de um momento especial, que Yamomato nos deixa assistir.

Além, é claro, do grande assunto do filme — o processo criativo de Yamamoto — há muitas argumentações paralelas: as cidades e como elas influenciam o processo, a roupa e a imaginação; o olhar do documentarista e sua avaliação da imagem que produz; a roupa e a mulher que a veste.

Trata-se de um documentário, não de uma história com começo, meio e fim. Há argumentações, não narrativas. A única coisa que tem começo, meio e fim é a produção e o desfile do estilista em Paris. Perguntar-se sobre as semelhanças e diferenças entre Paris e Tóquio, o ato de documentar, a forma como se fotografa e filma, tudo é questionado pelo diretor/narrador.

Mas vamos falar de Yamamoto… Um artista, mesmo. Um universo inteiro. Ao começar a criar para a mulher européia, ele comenta sobre as diferenças de proporção em relação ao corpo da japonesa. Além da diferença física, outros aspectos relevantes para a criação são percebidos: as emoções, a geografia, os pensamentos, o modo de vida daquela outra mulher. É outro mundo.

O processo de criação começa com a escolha do material ou com a escolha da forma. Certas formas pedem certos materiais e certos materiais pedem uma determinada forma. Cores são texturas e emoções. Por isso ele só cria em cima do preto, que para ele traz emoções mais condensadas, como a junção de todas as cores. Depois ele escolhe a matiz que será feita a peça. Mas sua paleta possui poucas cores, geralmente muito preto, algum branco e toques de vermelho.

 

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Certas formas pedem certos materiais e certos materiais pedem uma determinada forma. Cores são texturas e emoções.

Repare no tecido estruturado do blazer e das formas drapeadas do vestido/casaco. À cada um, seu material.

 

Yohji gosta de ressaltar que é japonês mas não é apenas japonês. Suas roupas não tem nacionalidade. Seu estilo é a expressão de um sentimento. Por isso, é impossível copiá-lo. Sua linguagem é única e reconhecível. Ao criar uma roupa, ele busca descobrir a “essência” dela no processo de fabricação. Gosta de ser chamado de costureiro, gosta de se debruçar sobre os moldes, presta atenção nas costuras. Adora explorar as assimetrias: lembra que quando algo é simétrico, incomoda. O ser humano não é simétrico em suas emoções, em seus pensamentos e até mesmo em seu corpo. Suas peças de roupa são tão convidativas que ele gostaria que as pessoas “morassem” nelas e se identificassem a tal ponto que, se alguém visse o casaco de alguém jogado no chão, não diria “é o casaco do fulano” mas sim “é o fulano”.

 

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Os pespontos, o preto e o branco e as assimetrias: marcas de Yamamoto.

 

Sobre estilo, ele deu uma aula: estilo pode ser uma prisão de repetições. Mas aceitar seu estilo te dá a chave para abrir essa prisão e tornar-se o guardião dela, deixando entrar somente o que você quer. Nesse aspecto, temos que pensar também no que passa e no que fica, o efêmero e o permanente. Vítimas do consumismo geralmente só enchem os armários de efemeridades, coisas que passarão, roupas que em nada se parecem com quem as comprou. O permanente é não apenas o clássico, mas algo prático, que dá a liberdade para quem o veste ser e exercer as funções que se propõe. Pessoas não deveriam consumir roupas, deveriam ser aquelas roupas. Claro que a moda movimenta o mundo. E moda não é apenas roupa: podem ser pessoas, filmes, livros, músicas e até mesmo prédios. E muitas vezes, moda também acomoda a necessidade: se você está morrendo de frio vai precisar de um casaco. Ele pode ser até assim ou assado, mas em primeiro lugar vem sua necessidade de não morrer de frio. Assim que as pessoas deveriam consumir. Consumindo tudo o que podem, acabam consumindo a vida e tudo que podem comprar como objetos, sem ter nem ao mesmo consciência desses objetos. No minuto em que estão na mão, já se tornam obsoletos. O consumista só quer o que ainda não tem, mesmo que já tenha muito. “Felicidade seria obrigar as pessoas a viverem de forma simples e sem comprar”, frase de Yamamoto que me soou como marketing, porque se todos obedecessem ele iria à falência. Mas concordo com a primeira parte: viver de forma simples também significa comprar menos e com mais consciência das suas necessidades.

 

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Reparem que em suas criações a mulher aparece sempre muito verticalizada, altiva, oferecendo um destaque para o colo e o rosto. Yamamoto significa “ao pé da montanha”. Talvez seja assim que Yohji se coloque: aos pés dessa mulher ativa, trabalhadora, executiva, guerreira. Mulheres como sua mãe, que o criou sozinha depois que seu pai morreu na guerra. Aliás, a guerra incomoda Yohji. “A guerra ainda não acabou dentro de mim”, diz ele. O sentimento de luto e de falta de futuro parece assombrá-lo e revoltá-lo. Mas ele sublima a guerra dessa forma: vivendo o presente, “desenhando o tempo”, vivendo na moda de forma atemporal e anti-glamurosa. “A simetria perfeita é feia. Precisamos quebrar, destruir um pouco”. Desconstruindo linhas, construindo sonhos. Assim segue Yamamoto.

 

Pra conhecer mais sobre o estilista, visite o site oficial. As fotos foram tiradas daqui, daqui, daqui e daqui. Essa menina é fã dos japoneses e escreve coisas lindas. Pra pensar muito.

 

Nota Importante: Esse artigo foi escrito baseado nas minhas anotações do encontro. São ideias coletadas por mim mas partilhadas por todos os que estiveram presentes. Para ver os palestrantes e seus currículos, clique aqui.

 

Obrigada ao pessoal da PUC-SP, por promover com tanto comprometimento e profissionalismo um evento com tanta qualidade. E também por me convidar! Até o próximo!

 

 

Inspiração para parar e ler 26/08/2009

Filed under: Arte,Bem-estar,cultura,Livros,opinião,Reflexão — renatabatata @ 8:00 am
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Take your choice

John Frederick Peto (1854-1907), Take Your Choice, 1885, oil on canvas, John Wilmerding Collection

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“Os homens de hoje são forçados a pensar e a executar em um minuto o que seus avós pensavam e executavam em uma hora. A vida moderna é feita de relâmpagos no cérebro e de rufos* de febre no sangue. O livro está morrendo porque já pouca gente pode consagrar um dia todo, ou ainda uma hora toda, à leitura de 100 páginas sobre o mesmo assunto”.

 

Olavo Bilac, em 1904

 

 *rufus = ondas, no sentido metafórico.

 

 

Sol e Mar 25/08/2009

Nada mais apropriado para inspirar o verão do que o frescor do mar. E nos desfiles primavera/verão 2010, a paleta de cores marítimas apareceu bastante, além da transparência, que sempre remete à água e aos bichos interessantes e transparentes que vivem a boiar no mar. Olha só:

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Água de Coco - SPFW Verão 2009-10 - 01Água de Coco - SPFW Verão 2009-10 - 02Água de Coco - SPFW Verão 2009-10 - 03Andre Lima - SPFW Verão 2009-10 - 05Forum Tufi Duek - SPFW Verão 2009-10 - 03Forum Tufi Duek - SPFW Verão 2009-10 - 08Movimento - SPFW Verão 2009-10 - 05Osklen - SPFW Verão 2009-10 - 08Simone Nunes - SPFW Verão 2009-10 - 01Wilson Ranieri - SPFW Verão 2009-10 - 11

 

Falando em mar, a associação com os piratas parece quase inevitável. Mas não é pra se fantasiar de Jack Sparrow! A Melissa fez uma coleção linda, inspirada nas cores e nas formas do mar, batizada de Love Pirates. Ali, podemos ver não só as cores, mas também as formas do mar e os símbolos dos piratas, como caveiras (Jolly Roger, ou Roger Sorridente, era o nome da bandeira negra dos piratas, com a caveria e os dois ossos cruzados) e âncoras, além do dourado, vermelho e do negro, que serviram de inspiração. Além, claro, do apelo sexy. Todos os modelos já podem ser comprados pela loja virtual:

 

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crédito da imagem

 

piratas melissa

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A âncora anda aparecendo muito por aí em diversos acessórios (repare na 1ª Melissa), lembrando como pode ser bonito e chique o look à marinheiro:

 

2nd Floor - SPFW Verão 2009-10 - 06Cavalera - SPFW Verão 2009-10 - 02Isabela Capeto - SPFW Verão 2009-10 - 03Isabela Capeto - SPFW Verão 2009-10 - 05

Maria Garcia - SPFW Verão 2009-10 - 01Samuel Cirnansck - SPFW Verão 2009-10 - 03Wilson Ranieri - SPFW Verão 2009-10 - 01Wilson Ranieri - SPFW Verão 2009-10 - 10

Elementos ‘náuticos’ podem ser as listas, os lencinhos no pescoço, o abotoamento duplo de jaquetas e calças, os ombros e a cintura marcada e muito dourado. Temos que nos lembrar que os piratas entraram ‘na moda’, do jeito romântico que conhecemos hoje, no século 19 e sua figuração acabou sendo bem dândi (a moda dos jovens ricos que não trabalhavam), com muitos babados e rendas. E quase todo mundo lembra dos piratas descritos por Robert Louis Stevenson, em A Ilha do Tesouro (1883), que praticamente montou nosso imaginário do mundo desses homens. Stevenson também inspirou a criação de Piratas do Caribe.

 

E na maquiagem, ela aparece nos brilhos, nos lábios ‘molhados’ de gloss, no azul das sombras e na máscara de cílios colorida, em tons de verde e azul (lindo!). Pra usar durante o dia, combina a máscara colorida com uma base neutra e iluminada. À noite, evidencie a cor usando sombra no mesmo tom e batom coral.

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Olha que lindo usando os tons flúo que vem com tudo na maquiagem do verão!

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Azul cintilante com dourado – outra tendência máxima

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Olhos coloridos e boca discreta… lindo!

  

Imagens: os olhos dourados são daqui, os flúo são daqui e a foto de rosto, daqui.

 

Pra comprar seu rímel azul, dá uma olhada nas sugestões abaixo:

 

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Morri nessa máscara!! Máscara de cílios de volume para um efeito de cílios falsos. Dá volume máximo, mantém os cílios separados e proporciona um olhar intenso e glamouroso. Tem dois tons de azul. O preço é tão salgado quanto o mar mas se quiser investir, clica aqui.

 

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Givenchy combina cerdas assimétricas com uma fórmula 3 em 1 que dá volume, alonga e curva os cílios ao mesmo tempo. Pra comprar, clica aqui.

 

bourjois

Bourjois… Precisa falar mais alguma coisa?? É um azul intenso, quase marinho. Para as mais discretas. Pra vender aqui.

 

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Para tudo com esse estojo! Todos os azuis dos seus sonhos estão aqui! Quinteto de sombras de cores metálicas. Promove um olhar ultra luminoso com reflexos cintilantes. Com tecnologia “Wet Reflect”, que proporciona uma combinação de texturas fina, deslizante, ultra brilhante e uniforme, cria um olhar iluminado e espetacular. Pra comprar esse, tem que roubar o tesouro dos piratas… Pra vender aqui.

 

sombra unit

Sombra para os olhos que pode ser utilizada seca ou molhada. Sua fórmula profissional combina pigmentos de alta qualidade com pós microfinos para criar uma aplicação sedosa e suave, em cores de longa duração. Não forma vincos. Azul intenso. Pra vender aqui.

 

quarteto

Quarteto de sombras com tons especialmente selecionados para iluminar, delinear e definir o olhar. Suas texturas suaves e levemente compactadas proporcionam uma aplicação sedosa e macia. O conceito 4 em 1 com cores duradouras e cintilantes oferece uma grande variedade de looks, de tradicionais a exóticos. O quarteto acima chama-se Sea Breeze (Brisa do Mar) mas também tem o Marina, só em tons de azul. Pra vender aqui.

 

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Pra finalizar, que tal um lápis colorido? Lápis de reflexos metálicos, irisados ou mate que intensificam o olhar. Graças à sua textura “fluida”, é possível integrar os nácares que acentuam os reflexos metálicos e brilhantes, a uma porcentagem alta de óleos e ceras, garantindo um efeito de sombra em creme. Como delineador, proporciona um traço firme e preciso, respeitando a zona frágil das pálpebras. Sua textura permite uma aplicação fácil e duradoura. Na paleta, um azul intenso. Pra vender aqui.

 

De tanto falar em azul da cor do mar, já estou torcendo pro calor chegar…

 

 

 

Christian Lacroix – Trajes de Cena 21/08/2009

 

 

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Croquis de Desdêmona, de Christian Lacroix

 

O Museu de Arte Brasileira da FAAP, em parceria com o Centre National Du Costume de Scène – CNCS, Moulins, França, apresenta a exposição « Christian Lacroix – Trajes de Cena », que fará parte dos eventos do « França.Br 2009 » o Ano da França no Brasil.

Com curadoria de Delphine Pinasa, a exposição apresentará cerca de 100 trajes e desenhos originais imaginados por Christian Lacroix para óperas, ballets e peças, entre as quais: Fedra, de Racine, para a Comédie-Française, Paris, 1995 pela qual ele recebeu seu primeiro Molière; Cosi fan tutte, de Mozart, para Théâtre de La Monnaie, Bruxelas, 2006; Carmen, de Bizet, criada para Arène de Nîmes, 1989; Sherazade, ballet de Blanca Li, para a Opéra National de Paris, 2001. Também farão parte da mostra croquis, fotografias e vídeos.

Em 2008 Christian Lacroix realizou o sonho de ser curador, quando ficou à frente de duas exposições em comemoração aos 20 anos de sua maison. A primeira foi “Christian Lacroix, Histoires de Mode”, realizada no Musée dês Arts Décoratifs, em Paris. A segunda, denominada “Christian Lacroix -Trajes de Cena”, foi idealizada para o CNCS e estará em São Paulo a partir de 24 de agosto de 2009, no Museu de Arte Brasileira da FAAP. O requinte da alta costura de Lacroix já esteve presente na FAAP em 1997, quando ele apresentou suas coleções em um desfile e uma exposição.

Há mais de vinte anos, antes mesmo de criar a sua Maison de costura, Christian Lacroix trabalha com uma paixão constante nas coxias dos teatros e em seus ateliês de costura, conjugando a ciência da técnica da alta costura e o savoir-faire artesanais, truques e astucias do palco, respeito pelas obras e a sensibilidade pessoal dos interpretes. Christian Lacroix gosta de evocar seus primeiros passos na costura, já que desde jovem, ao voltar do teatro, reinterpretava os trajes que havia visto em cena.

Na exposição “Christian Lacroix – Trajes de Cena”, o público poderá conferir todo o trabalho de um dos estilistas mais prestigiados do mundo da moda e saber por que Lacroix é considerado um mágico das cores, um amante dos tecidos furta-cor, um escultor das formas e dos volumes, um alquimista das rendas, dos galões, dos ruchés. O estilista veste cantores, bailarinos e atores para dar vida a personagens de obras líricas, coreográficas e teatrais, apresentadas nos maiores palcos franceses e internacionais.

 

O Centre National du Costume de Scène (Centro Nacional do Traje de Cena) – CNCS, inauguardo em 1º de julho de 2006 por Rennaud Donnedieu de Vabres, Ministro da Cultura e da Comunicação, do qual Christian Lacroix é presidente, é a primeira estrutura de conservação, tanto na França quanto no exterior, a ser inteiramente consagrado ao patrimônio material dos teatros. Ele tem como missão a conservação, o estudo e a valorização de um patrimônio totalizando 7.110 trajes de teatro, de Ópera, de balé assim como telas de cenário pintadas O acervo do CNCS reúne as mais belas coleções do mundo. Ele é formado pelo acervo das três instituições fundadoras: a Biblioteca Nacional da França, a Comédie-Française e a Ópera Nacional de Paris. O traje mais antigo data da segunda metade do século XIX, e os mais recentes ainda vestem atores atuais.

Todos os gêneros estão representados: trajes militares, históricos, tutus, animais; todas as épocas, todas as técnicas de costuras e tipos de materiais Desde sua abertura, o Centro começou a construir sua própria coleção. Doações feitas por instituições como Conservatório Nacional Superior de Musica e Dança, o Ballet Atlantique e sua diretora, a coreógrafa Régine Chopinot, o Teatro Daunou e sua diretora Denise Petididier, figurinistas como Jean Paul Gautire e Christian Lacroix, vieram enriquecer a reserva técnica com preciosas coleções, aumentadas recentemente pelo vestiário da diva Régine Crespin. Uma vez que fazem parte do acervo do CNCS, estes trajes adquirem o status de obras de arte, não serão nunca mais usados e são tratados da mesma maneira que uma obra de museu. Um inventário preciso com informações detalhadas e uma fotografia de identificação acompanha cada traje.

 

EXPOSIÇÃO: “CHRISTIAN LACROIX – TRAJES DE CENA”

Direção Artística: Christian Lacroix

Curadoria: Delphine Pinasa, diretora do CNCS

Cenografia: Michel Albertini

 

Fundação Armando Alvares Penteado Museu de Arte Brasileira – MAB – Site da Exposição

Rua Alagoas, 903 Higienópolis, São Paulo – Brasil

Entrada franca

De terças a sextas das 10h00 às 20h00 Sábados, domingos e feriados das 13h00 às 17h00

 

O texto sobre a exposição foi retirado do site do Ministério da Cultura

 

 
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