Renata Batata

Moda, customização, beleza e bem-estar

Imperdível 31/07/2009

 

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Uma das obras mais contundentes da última Bienal de Veneza (2007), “Cuide de você” foi mostrada também na França, no Canadá e em Nova York. A exposição reúne textos, fotos e vídeos nos quais mais de 100 mulheres que interpretaram, a convite da artista, uma carta de rompimento amoroso recebida por ela de um ex-amante, o escritor Grégoire Bouillier.

No intuito de “esgotar” as mensagens contidas no texto e em seus subtextos, Calle recrutou para a tarefa “leitoras” de especialidades e profissões diferentes, entre mulheres estranhas e amigas, anônimas e famosas. O rol de mulheres que aceitaram o desafio inclui sua mãe; as atrizes Jeanne Moreau, Victoria Abril e Maria de Medeiros; a compositora Laurie Anderson; a DJ Miss Kittin; e profissionais como linguista, taróloga, juíza, antropóloga, designer, sexóloga, assistente social e clarividente, entre outras, como uma adolescente, por exemplo.

Ao aplicar sua ótica pessoal ou o “filtro” de sua especialidade à carta, elas produziram um rico panorama de respostas – técnicas, acadêmicas, performáticas e emocionais – ao desafio da artista. Formatada em cinco módulos – interpretações textuais, documentos, retratos de atrizes e cantoras, filmes curtos e filmes longos -, a exposição exemplifica a singularidade da obra de Calle, que transita na fronteiras entre vida pública e privada e expõe intimidades próprias e alheias para revelar vulnerabilidades.

SESC Pompéia – São Paulo

11/07 a 07/09.

Terça a sábado, das 10h às 21h. Domingos e feriados, das 10h às 20h.

E se você não está em São Paulo, acesse o blog da exposição e veja as reações dos visitantes em forma de foto, poesia ou vídeo.

 

Dando bola por aí… 30/07/2009

Vintage é legal demais porque existem coisas que nunca saem de moda. Uma dessas coisas é estampa de bolinhas, as chamadas poás. Entra ano, sai ano, sempre tem um tipo de bolinha aparecendo por aí. Acho lindo! Independente do tamanho e da cor, é uma estampa eterna, como o xadrez e as listas. Engraçado é que, de repente, um monte de gente aparece usando e acaba virando uma tendência de rua, muito mais do que de editorial e passarela.

 

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Percebam que tem pra todos os gostos mas reparem em algumas coisinhas legais:

  • A grande maioria é preto e branco mesmo e a ousadia fica por conta de acessórios e sapatos coloridos (a eterna combinação pinup com o sapatinho vermelho persiste) ou dos tecidos diferenciados (olha a transparência);
  • Truque meia preta + sapato branco – acho digno!
  • Se optar pelo bolinhas p/b + sapato preto, pra não ficar muito certinha, use um sapato mais ousado, como a botinha ou a sandália de tiras de salto.

 

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Eu adoro looks inteiros/vestidos de bolinhas, mas se você não é tão fã, pode apostar num acessório com essa estampa: lencinhos amarrados no pescoço, sapatos e até bolsinhas ficam lindas com looks monocromáticos.

 

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Lily usando lencinho de bolinhas, sapatos charmosos e a bolsa fofa e retrô do atelier Miolo Meu

 

E os meus looks com bolinhas…

 

CLÁSSICO

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 Vestido brechó Varal do Beco – eu troquei os botões por lindos botõezinhos com strass e substituí a fita da cintura (mesmo tecido do vestido) por uma fita de veludo preto.

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DIVERTIDO

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Vestido de cetim feito sob medida

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As fotos de tapete vermelho são da Elle.

 

 

Eu sei, mas não devia 29/07/2009

Filed under: Bem-estar,poesia,Reflexão,saúde — renatabatata @ 8:00 am
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 Violência

 

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

(1972)

 
Marina Colasanti nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. Escreve, também, para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant’Anna. O texto acima foi extraído do livro “Eu sei, mas não devia”, Editora Rocco – Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.

 

Peças fáceis e rápidas de tricotar – XALES 28/07/2009

Xale nada mais é do que um grande cachecol. Um pouco mais largo e um pouco mais curto (ou não) pode ser feito com os mais diferentes pontos e tipos de fios. Não tem costura, não tem complicação! É uma ótima peça para quem está começando. Nenhuma das peças abaixo tem receita, eu fui fazendo todas de cabeça e resolvendo os problemas a medida que eles apareciam. Elas servem de inspiração pra você montar a sua: faça uma amostra, escolha um fio apropriado e boa sorte!

 

XALE COM PONTOS DERRUBADOS

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Este cachecol/xale é bem diferente. Usei seis fios diferentes, tricotados juntos em ponto tricô com agulha 12. O trabalho fica duro e pesado mas pra deixar a peça molinha e gostosa, usei um truque: na penúltima carreira, deixei cair um ponto a cada 3. Arrematei a última carreira normalmente e fui desfiando os pontos derrubados até embaixo. Parecem franjas na horizontal (uma leitora me pediu pra dar a receita do truque… tá aqui!!). Nunca desfie o primeiro nem o último ponto. E sempre acabe com uma carreira tricotada e arrematada, senão a peça se desmancha.

 

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Os pontos já desfiados e os fios utilizados.

 

Dá pra usar de várias formas:

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XALE LISTADO E TORCIDO

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Este é um retângulo, com listas em ton sur ton, feito com a lã Paratapet, que é uma lã para bordados e tapeçarias. Ela é mais grossa, torcida e é 100% lã. Sem o acrílico, fica um pouco pesada e também não tem o mesmo caimento de um fio com poliamida, por exemplo. Então, aproveitei o que ela tinha de melhor: ela esquenta muito e pode ser usada em peças mais estruturadas. Por ser mais pesada, escolhi um xale pequeno. Pra não ficar muito comum, o truque aparece na hora de vestir: um lado fica do direito o outro do avesso. Acho lindo as listas no avesso e assim dá pra mostrar. Prendi com um palito pra cabelo fininho, que entrou entre os pontos e não “machucou” a peça. Usei agulha 7.

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XALE COMPRIDO E MULTI-USO

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O legal desse xale é o sentido do trabalho: ele não foi feito no sentido do comprimento, como se faz a maioria dos xales/cachecóis, mas no sentido da largura! Pra isso, foram 150 pontos na agulha 12 e muita dor nos braços, porque o trabalho ficou bem pesado. Essa lã é a Gaia, da Aslan, que já saiu de linha. O efeito é lindo, o dourado com esse rosa é maravilhoso, o caimento é fantástico, mas ela tem um grande defeito: é pesadíssima!! E também não rende nada: pra fazer essa peça gastei quase 5 novelos. Enfim, nem tudo é perfeito. Todo tricotado em cordão de tricô, apenas fiz uma barrinha de ponto meia pra aplicar alguma coisa, talvez uma renda dourada… Ainda não sei, tá bonito assim porque a lã já é bem trabalhada.

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Inspirou-se?? Agora, invente o seu!

 

 

Bem Vestida Por Menos de R$100 – 44 27/07/2009

 

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A mesma saia e a mesma meia em dois looks, para o friozinho e para a meia-estação

 

LOOK 1

Blusa de lã com seda, comprada na Escócia há muuuito tempo

Pashimina indiana da Feira Mundial do Artesanato – R$20

Cinto muuuito antigo

Saia Etnafelle – R$3

Meia Lupo – R$10

Sapatos Via Marte muuuito antigos

TOTAL – R$33

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LOOK 2

Chapéu de veludo com flor, comprado na Dinamarca há 17 anos!!! (sim, eu parei e fiz as contas)

Óculos Marisa – R$35

Blusinha de algodão Etnafelle – R$10

Saia Etnafelle – R$3

Meia Lupo – R$10

Sapato boneca Datelli – R$30

TOTAL – R$88

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Eu amo usar chapéu! As pessoas ainda estranham ver alguém de chapéu na rua, infelizmente. Mas a melhor forma de acabar com isso é usando muito, né? Olha os dois posts que o Modices publicou sobre chapéus: Fashionismo Instantâneo e Europa na Cabeça.

 

 

Lenços no Inverno e no Verão – Mais ideias 24/07/2009

 

Mais sugestões de amarrações e dicas de uso de lenços, echarpes, bandanas, xales… Clique na foto pra aumentar e ler como se faz.

 

 

Todas as fotos são do UOL

 

 
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