Deu no Estadão (01/07/08): Pequenas Empresas apostam em Blogs. Achei legal que as microempresas sairam na frente das grandes corporações e utilizam agora mais esse recurso na comunicação com o (futuro) cliente. Estar disponível para trocar opiniões, aceitar sugestões e idéias nunca fez mal a ninguém.
Algumas empresas, inclusive, nasceram a partir de um blog, seja vendendo camisetas ou serviços. Muitos profissionais também conseguiram um espaço gratuito e válido para divulgar sua arte, de escrita, artes plásticas ou “artesanais”. Um jeito fácil e rápido de alcançar visibilidade e um mercado que nem poderiam sonhar abrindo uma lojinha na esquina de casa.
Fico, porém, um pouco desconfiada dessa passagem para o mundo eletrônico. Será que as pessoas irão desprezar a comunicabilidade e o afeto tão necessários às relações humanas? Um aperto de mão e um cafezinho serão substituídos por um teclado e um monitor? Quando tenho que ligar para alguma empresa atrás de informações ou até mesmo do serviço que elas estão oferecendo, deparo-me com tipos broncos, que repetem a mesma frase vez após vez, como se isso fosse solucionar o meu problema ou me fazer entender a incompetência com que prestam seus serviços.
Preocupo-me: será que a cortesia, a educação e até mesmo a gentileza ficaram para trás, no mundo pré-tecnologia? Será que já não temos tempo para um sorriso, um aperto de mão, um agradável encontro entre dois seres humanos? Concretizar uma negocioação é sinônimo de frieza hoje em dia, e se não for assim, não dará certo, dizem os “aprendizes” por aí. Temos que ser objetivos!
Reivindico o espaço da delicadeza, da “perda de tempo”, do sorriso entre negociantes. Do chazinho tomado sem pressa, do tricô… claro. Blog é bom, mas gente é melhor.





[...] duas vezes. Quando vai dar tempo de sair, tomar um chá, bater um papo? Já escrevi sobre isso aqui e continuo tendo a mesma opinião. [...]