No Estado de São Paulo, hoje: “Por falar em moda, não dá para entender como Júlia (Débora Falabella), de Duas Caras, mora na favela, faz café em coador de pano, adota o discurso de dispensar o luxo do pai, mas veste modelitos que custam, em média, R$300 cada”.
O que eu acho disso? Todo mundo sabe que novela é para “enfeitar” e não para fazer pensar. Ninguém, muito menos a Globo, está interessada em reproduzir a realidade. Roupa da Marisa e da Pernambucanas é feia? Dá pra escolher, eu acho. Eu mesma faço isso. Mas achar que algumas telespectadoras pensantes engulam esse faz-de-conta é muita pretensão. Como é pretensão nossa achar que tem alguém se importando com isso. O mais importante é saber que isso não é a realidade, é só ficção e não tem nenhuma intenção de ser levado a sério. O discurso da personagem pode até ser esse, de “dispensar o luxo”, mas o visual é mesmo outro. Dá pra pegar idéias e se inspirar e não achar que tem que ser assim ou assado.
Faz tempo que eu não assisto novela e não acompanho essa. Mas pensar que o telespectador queira ver a “realidade” é uma grande besteira. Afinal, a realidade a gente vê nas ruas todos os dias.
Veja essas idéias da revista Manequim:
VESTIDO Juliana Ariza, CINTO Pelu, BOLSA B.Luxo, SAPATILHAS Shoestock
VESTIDO A Mulher do Padre, COLAR Simone Mercês, BOLSA Severina by Pri’s, ÓCULOS Ray-Ban para Ótica Dax, SAPATILHAS New Order
BERMUDA Alcaçuz, REGATA Renner, COLETE B. Luxo, BRINCO Simone Mercês, BOLSA Design By Té, SAPATILHAS Sarah Chofakian
Nem vou colocar os preços das peças porque realmente não dá. Quer dizer, eu mesma não conseguiria nem compraria quase nada dessa lista mas com certeza serviria de inspiração para revirar o guarda-roupa.







